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Primeiro dia da primavera começa com frio abaixo de zero no RS; veja a previsão para Getúlio Vargas

há 1 hora
2 min de leitura

Massa de ar polar favorece tempo firme até sexta-feira; temperaturas sobem nos próximos dias e chuva deve retornar a parte do Estado no fim de semana

O primeiro amanhecer da primavera teve temperatura abaixo de zero e formação de geada no Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (23). Em Santana do Livramento, a mínima chegou a -1,1°C na rede de monitoramento, acompanhada pela MetSul Meteorologia. Para Getúlio Vargas, a Climatempo prevê um dia sem chuva, com temperaturas entre cinco e 18°C.

A queda nas temperaturas ocorreu após a passagem da frente fria, que provocou temporais no Sul. Uma massa de ar polar associada a um sistema de alta pressão favorece o tempo firme e as madrugadas frias. Durante a tarde, o sol ajuda a elevar as temperaturas, com aquecimento gradual previsto até sexta-feira (25).

Na quinta-feira (24), a previsão para Getúlio Vargas indica mínima de sete e máxima de 23°C, sem chuva. A Climatempo projeta sol ao longo do dia e névoa fraca no amanhecer e à noite. Esses valores são estimativas para o município, não medições do frio registrado nesta quarta-feira.

Para o fim de semana, o aquecimento deve continuar, mas os serviços meteorológicos apresentam diferenças na previsão local. A Climatempo indica temperaturas entre 14 e 28°C no sábado (26) e entre 17 e 29°C no domingo (27), sem chuva nos dois dias. Já o Clima Mundo, com dados da WeatherAPI, prevê chuva fraca a partir da noite de sábado e durante o domingo.

No restante do Estado, a Climatempo projeta o avanço de novas áreas de instabilidade a partir do norte da Argentina. As primeiras pancadas devem atingir o oeste e o centro gaúcho no sábado. No domingo, aumenta o risco de temporais isolados em parte do Rio Grande do Sul.

El Niño aumenta preocupação com chuva na primavera

A primavera começou às 21h05 de terça-feira (22), pelo horário de Brasília. Para a estação, a Climatempo prevê chuva acima da média e temporais frequentes no Sul, sob influência do El Niño. O norte e o noroeste gaúcho estão entre as áreas com previsão de maiores excessos de precipitação no conjunto dos três meses.

O fenômeno está associado ao aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial e a mudanças na circulação atmosférica, que alteram a distribuição de chuva e calor. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou, em atualização de 10 de setembro, probabilidade superior a 90% de um episódio muito forte durante a primavera e o verão. A possibilidade de superar a intensidade dos eventos registrados desde 1950 é uma projeção, ainda sujeita à evolução do oceano e da atmosfera.


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