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Construção civil lidera geração de empregos em Getúlio Vargas, que fecha setembro com saldo positivo de 12 vagas

há 10 minutos
3 min de leitura

Município acumula saldo positivo de 75 empregos em 2026. No Rio Grande do Sul, as demissões superaram as contratações

Getúlio Vargas encerrou setembro de 2026 com saldo positivo de 12 empregos com carteira assinada. No mês, foram 145 admissões e 133 desligamentos, conforme os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na quarta-feira, 4 de novembro.

O resultado foi inferior ao de setembro de 2025, quando Getúlio Vargas teve 148 contratações e 126 desligamentos, com saldo positivo de 22 empregos. Na comparação entre os dois períodos, a geração líquida de vagas diminuiu 45,5%.

A construção civil apresentou o melhor desempenho em setembro, com 16 admissões e quatro desligamentos, resultando na criação de 12 postos de trabalho. O comércio também terminou o mês com saldo positivo, após 66 contratações e 61 desligamentos, uma diferença de cinco empregos.

Nos demais setores, as demissões superaram as contratações. A indústria teve 31 admissões e 33 desligamentos, com perda de dois postos de trabalho. Os serviços também fecharam duas vagas, após 29 contratações e 31 desligamentos. Na agropecuária, foram três admissões e quatro desligamentos, com saldo negativo de um emprego.

Município acumula 75 novos empregos em 2026

Entre janeiro e setembro, Getúlio Vargas somou 1.348 admissões e 1.273 desligamentos, acumulando saldo positivo de 75 empregos formais.

Ao final de setembro, o município possuía 4.116 vínculos de trabalho com carteira assinada. A indústria concentrava o maior número, com 1.435 empregos, seguida pelos serviços, com 1.374, e pelo comércio, com 1.035. A construção civil contabilizava 178 vínculos, enquanto a agropecuária tinha 94.

Em setembro de 2025, Getúlio Vargas tinha 4.119 empregos formais, três a mais do que em setembro de 2026. O estoque representa o total de vínculos existentes no período, enquanto o saldo corresponde à diferença entre admissões e desligamentos.

Rio Grande do Sul perde 2.937 empregos em setembro

O Rio Grande do Sul encerrou setembro com saldo negativo de 2.937 empregos formais. Foram 121.754 admissões e 124.691 desligamentos, sendo o único estado brasileiro com mais demissões do que contratações no mês.

A indústria gaúcha teve o pior desempenho, com fechamento de 5.699 postos de trabalho. O comércio também perdeu vagas, com saldo negativo de 931 empregos. Em contrapartida, os serviços criaram 3.457 postos, a agropecuária teve saldo positivo de 149 e a construção civil abriu 87 vagas.

Segundo a Secretaria Estadual de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, o resultado negativo foi influenciado pelo encerramento da safra do fumo. Somente a fabricação de produtos de fumo perdeu 4.995 empregos, devido à redução das atividades industriais após o período de processamento da produção.

Apesar da perda de vagas em setembro, o Rio Grande do Sul mantém resultado positivo no acumulado de 2026. Entre janeiro e setembro, foram 1.222.039 admissões e 1.187.021 desligamentos, com saldo de 35.018 empregos formais. O estado ocupa a 12ª posição nacional na geração de empregos no ano.

Brasil cria 121.305 empregos, mas apresenta desaceleração

O Brasil encerrou setembro com saldo positivo de 121.305 empregos formais, resultado de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos.

Apesar da criação de vagas, o desempenho nacional foi 43,5% inferior ao de setembro de 2025, quando o país havia gerado 214.609 empregos. Foi o menor saldo para um mês de setembro desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020.

Os serviços lideraram a geração nacional de empregos, com 81.241 novos postos, seguidos pela indústria, com 19.285, pelo comércio, com 15.697, e pela construção civil, com 9.468. A agropecuária foi o único setor com resultado negativo, fechando 4.381 vagas.

No acumulado de janeiro a setembro, o país criou 1.248.914 empregos formais, resultado 27,9% inferior ao do mesmo período de 2025. Ao final de setembro, o Brasil contabilizava 48.359.577 vínculos de trabalho com carteira assinada.

O Novo Caged reúne informações sobre admissões e desligamentos de trabalhadores formais declaradas pelos empregadores. Os números podem ser atualizados posteriormente, conforme o ministério recebe dados enviados fora do prazo e realiza ajustes nas estatísticas.


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