top of page

Primavera começa nesta terça com previsão de chuva acima da média no norte do RS

há 8 minutos
4 min de leitura

Estação segue até 21 de dezembro; fortalecimento do El Niño aumenta a atenção para temporais e excesso de chuva em Getúlio Vargas e região

A primavera começa nesta terça-feira (22), às 21h05, com previsão de chuva acima da média no Rio Grande do Sul e sinais mais acentuados no norte gaúcho, onde está Getúlio Vargas. Os meteorologistas apontam outubro e novembro como meses que exigem maior atenção para o excesso de precipitação. A estação termina em 21 de dezembro, às 18h50, quando começa o verão.

O El Niño, já estabelecido no Oceano Pacífico, deve ganhar intensidade durante a primavera. Sua influência favorece períodos mais chuvosos no Sul do Brasil, mas as previsões sazonais não determinam a data de um temporal nem permitem afirmar que haverá enchente em um município específico.

Norte gaúcho tem maior sinal de chuva acima da média

No prognóstico divulgado em setembro pelo Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (Ciex), os modelos analisados indicam precipitação acima da média em todo o Estado a partir de outubro. Para novembro, os sinais de excesso de chuva aumentam, com destaque para o norte e o noroeste gaúcho.

O Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também projeta chuva acima do padrão histórico no norte do RS em outubro e novembro. Para Getúlio Vargas e os municípios próximos, essas projeções indicam uma tendência regional de primavera mais chuvosa, sem definir volumes exatos para cada localidade.

No prognóstico nacional para outubro, novembro e dezembro, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que os acumulados podem superar a média histórica trimestral em até 200 milímetros em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Esse valor representa um possível excedente ao longo de três meses, não a previsão de chuva para um único episódio.

El Niño já atua e pode atingir intensidade muito forte

O El Niño ocorre quando o aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial central e leste interage com a atmosfera e modifica a circulação dos ventos e a distribuição das chuvas. As condições do fenômeno foram confirmadas em junho de 2026, e os modelos indicam sua permanência pelo menos até o início de 2027.

Na atualização publicada em 10 de setembro, o Inmet informou probabilidade superior a 90% de um episódio muito forte durante a primavera e o verão de 2026/2027. Essa classificação descreve a intensidade do fenômeno no Pacífico.

Pesquisadores do Painel El Niño 2026–2027 alertam para a possibilidade de chuvas intensas e inundações no Sul. A ocorrência de cada evento depende também da atuação de frentes frias, ciclones e outros sistemas meteorológicos, além da situação dos rios e do solo.

Temperaturas sobem com a estação, mas o frio ainda pode aparecer

Para o RS, o prognóstico da primavera elaborado pelo Inmet e pelo Inpe indica temperaturas próximas da média histórica entre outubro e dezembro. No sul do Estado, há possibilidade de valores ligeiramente inferiores ao padrão do período. A projeção do Centro Polar e Climático também aponta temperaturas próximas da normalidade no território gaúcho em outubro e novembro.

Estar próximo da média da primavera não significa manter o frio do inverno: a referência acompanha o aquecimento natural dos meses seguintes. Também não significa temperatura constante. Dias quentes podem alternar com quedas provocadas pela chegada de massas de ar frio.

Na primeira semana da estação, a MetSul prevê uma incursão de ar frio, com madrugadas mais frias na quarta-feira (23) e na quinta-feira (24). A previsão destaca maior intensidade no sul gaúcho e não indica uma sequência prolongada de frio.

Por que a primavera favorece temporais

O aquecimento gradual e a presença de umidade, combinados com a passagem de frentes frias, favorecem a formação de tempestades. No Sul, grandes conjuntos de nuvens de tempestade podem provocar chuva intensa, rajadas de vento, raios e granizo. Essas são características possíveis da estação, cuja ocorrência precisa ser acompanhada nas previsões de curto prazo.

O início da primavera é marcado pelo equinócio, quando o Sol cruza o equador celeste em direção ao Hemisfério Sul. As estações resultam da inclinação do eixo da Terra e de seu movimento ao redor do Sol. Ao longo da primavera, o período de luz diária aumenta até o solstício de verão, em dezembro.

Excesso de umidade exige atenção nas lavouras

Para a agricultura, o risco envolve tanto a colheita das culturas de inverno quanto a implantação da safra de verão. O Boletim Agroclimatológico de setembro do Inmet aponta que chuvas frequentes podem dificultar a entrada de máquinas nas lavouras, reduzir os períodos disponíveis para manejo e favorecer doenças.

Nas áreas em que a soja sucede o trigo, um atraso na colheita pode comprometer o calendário de semeadura. Para o milho, a disponibilidade de água tende a favorecer o desenvolvimento, mas a maior nebulosidade pode limitar a radiação solar em fases importantes da cultura. São riscos previstos para a Região Sul, não perdas já constatadas na safra de Getúlio Vargas.

Os moradores podem receber gratuitamente os alertas da Defesa Civil por mensagem de texto, enviando o CEP da área de interesse para 40199. Em situações de emergência, os contatos divulgados pela Prefeitura são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.

Foto: Andrei Nardi / Grupo Sideral de Comunicação
Foto: Andrei Nardi / Grupo Sideral de Comunicação

VEJA TAMBÉM

bottom of page