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Conta de luz segue com bandeira amarela e cobrança extra em julho, decide Aneel

  • há 2 horas
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Decisão da agência reguladora mantém acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos devido ao período de seca e menor nível dos reservatórios das hidrelétricas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou na última sexta-feira, 26 de junho, que a bandeira tarifária amarela continuará ativa no mês de julho. Com isso, a conta de energia elétrica dos brasileiros segue com a taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.

Esta é a terceira cobrança adicional seguida nas faturas. A bandeira amarela está em vigor desde maio.

Motivo da cobrança extra

De acordo com a Aneel, a manutenção da cobrança ocorre por conta do período seco típico desta época do ano. A escassez de chuvas provoca a redução nos níveis de água dos reservatórios das hidrelétricas, que são a principal fonte de energia do país.

Para suprir a demanda da população e evitar o desabastecimento, torna-se necessário acionar as usinas termelétricas. Como essas usinas funcionam com a queima de combustíveis, o custo de geração de energia elétrica é mais elevado, encarecendo a conta final.

Como funciona o sistema de cores

O sistema de bandeiras tarifárias serve para alertar o consumidor sobre o custo real da geração de energia no país. Quando produzir eletricidade, fica mais caro; a taxa correspondente é aplicada de forma automática na cobrança mensal.

As bandeiras e seus respectivos custos são divididos em patamares:

  • Bandeira verde: indica condições favoráveis de geração de energia. Não há cobrança de taxa extra na conta de luz.

  • Bandeira amarela: sinaliza condições menos favoráveis. Acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

  • Bandeira vermelha (patamar 1): aponta condições ruins. Adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.

  • Bandeira vermelha (patamar 2): indica condições muito ruins de geração. Acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.

Para diminuir o impacto do custo adicional no orçamento doméstico, a agência reguladora orienta os consumidores a adotarem hábitos que evitem o desperdício, como apagar lâmpadas em cômodos vazios e reduzir o tempo de uso de aparelhos de alto consumo.


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