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Setembro Amarelo começa com alerta para cuidados com a saúde mental

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Campanha de prevenção ao suicídio inicia nesta terça-feira, 1º de setembro

O Setembro Amarelo começa nesta terça-feira, 1º de setembro. A campanha nacional de 2026 mantém o lema “Se precisar, peça ajuda!”. A mobilização é promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e procura ampliar o acesso à informação, combater o preconceito relacionado aos transtornos mentais e incentivar a procura por atendimento profissional.

O Setembro Amarelo passou a integrar oficialmente o calendário nacional com a sanção da Lei Federal nº 15.199, de 8 de setembro de 2025. A legislação também instituiu 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio e 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação.

A lei prevê campanhas informativas, atividades educativas e divulgação dos serviços de atendimento disponíveis à população.

O levantamento do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), em 2024, o Rio Grande do Sul registrou preliminarmente 1.528 mortes por suicídio, correspondentes a uma taxa de 14,87 óbitos para cada 100 mil habitantes.

Entre as mortes contabilizadas, 1.205 foram de homens e 323 de mulheres. A população masculina representou 78,86% dos registros.

O levantamento estadual também aponta que quase metade das notificações de lesão autoprovocada registrava episódios anteriores. O dado reforça a necessidade de acompanhamento contínuo depois do primeiro atendimento.

CAPS atende de portas abertas

Getúlio Vargas mantém o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) I Ana Deolinda Fischer, destinado ao atendimento de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e de usuários com necessidades relacionadas ao consumo de álcool e outras drogas.

O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, sem fechar ao meio-dia. A pessoa pode procurar diretamente a unidade para o primeiro acolhimento ou chegar encaminhada por outro serviço da rede pública.

Conforme as informações da Secretaria Municipal de Saúde, o CAPS conta com 12 profissionais e cinco responsáveis por oficinas terapêuticas. A unidade fica na Rua Irmão Gabriel Leão, nº 1.400, e atende pelo telefone (54) 99631-9354.

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) também podem realizar o primeiro atendimento, acompanhar o usuário e encaminhá-lo aos serviços especializados quando necessário.

Sinais exigem atenção

Isolamento, alterações acentuadas de comportamento, desesperança, perda de interesse pelas atividades habituais e manifestações frequentes sobre morte podem indicar sofrimento emocional.

Esses sinais não permitem estabelecer um diagnóstico isoladamente, mas precisam ser levados a sério. O Ministério da Saúde recomenda ouvir a pessoa sem julgamentos, oferecer apoio e incentivar a procura por atendimento profissional.

Quando houver risco imediato, a pessoa não deve permanecer sozinha. A orientação é procurar um pronto-socorro ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192.

Onde procurar ajuda

  • CAPS I Ana Deolinda Fischer

    • Rua Irmão Gabriel Leão, nº 1.400. Telefone: (54) 99631-9354. Atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h

  • Hospital São Roque

    • Rua Jacob Gremmelmaier, nº 212. Telefone: (54) 3341-8100. Pronto atendimento durante 24 horas

  • Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

    • Telefone: 192

  • Centro de Valorização da Vida (CVV)

    • Telefone: 188. Atendimento gratuito, sigiloso e disponível durante 24 horas. Chat e e-mail em cvv.org.br

    • O CVV oferece apoio emocional, mas não substitui o atendimento médico ou de emergência em situações de risco imediato.

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