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Comércio puxa criação de 29 empregos formais em Getúlio Vargas

  • há 12 minutos
  • 3 min de leitura

Município concentrou em julho metade do saldo registrado em 2026 e avançou na contramão do Rio Grande do Sul, que fechou 903 postos de trabalho no mês

Getúlio Vargas encerrou julho com saldo positivo de 29 empregos com carteira assinada. Foram registradas 153 admissões e 124 demissões, segundo os dados mais recentes do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado de julho representa exatamente a metade dos 58 postos formais criados no município entre janeiro e julho deste ano. No período, as empresas locais contrataram 1.053 trabalhadores e desligaram 995.

Com a movimentação, Getúlio Vargas chegou a um estoque de 4.099 vínculos formais ativos.

Comércio sustenta o resultado

O comércio foi responsável pelo desempenho positivo do município em julho. O setor realizou 77 admissões e 43 desligamentos, abrindo 34 postos de trabalho.

A construção civil apresentou o movimento contrário: foram três contratações e 13 demissões, com saldo negativo de dez vagas. A retração reduziu parte do resultado obtido pelo comércio.

A indústria encerrou o mês com três novos postos, após 35 admissões e 32 desligamentos. Serviços e agropecuária criaram uma vaga cada.

Setor

Admissões

Desligamentos

Saldo

Estoque

Comércio

77

43

+34

1.036

Indústria

35

32

+3

1.438

Serviços

37

36

+1

1.370

Agropecuária

1

0

+1

96

Construção

3

13

-10

159

Total

153

124

+29

4.099

Apesar do protagonismo do comércio na criação de vagas, a indústria ainda concentra o maior número de empregos formais de Getúlio Vargas, com 1.438 vínculos. Na sequência aparecem serviços, com 1.370, e comércio, com 1.036.

Saldo supera julho do ano passado

O mercado de trabalho municipal teve desempenho superior ao observado em julho de 2025. Naquele mês, Getúlio Vargas havia registrado 169 admissões e 165 demissões, com abertura de apenas quatro vagas.

Na comparação entre os dois períodos, o número de contratações diminuiu em 16, mas os desligamentos recuaram em 41. Assim, a melhora do saldo ocorreu principalmente pela redução das demissões.

O estoque de empregos formais passou de 4.082 em julho de 2025 para 4.099 em julho deste ano, crescimento de 17 vínculos.

Rio Grande do Sul fecha vagas

O resultado de Getúlio Vargas ocorreu na contramão do mercado estadual. O Rio Grande do Sul registrou 128.722 admissões e 129.625 desligamentos em julho, encerrando 903 postos formais. Foi o segundo pior saldo entre os estados, atrás apenas do Espírito Santo, que perdeu 2.605 vagas.

O desempenho gaúcho também contribuiu para que a Região Sul terminasse o mês com saldo negativo de 628 empregos. O Paraná criou 523 postos, enquanto Santa Catarina perdeu 248.

Apesar da retração mensal, o Rio Grande do Sul continua com resultado positivo no acumulado de 2026. Entre janeiro e julho, foram 973.660 admissões e 933.805 desligamentos, com saldo de 39.855 vagas.

Brasil cria 58,5 mil empregos

No país, o mercado formal gerou 58.568 postos em julho, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. O estoque nacional chegou a 48,08 milhões de vínculos.

Serviços lideraram a criação de vagas, com saldo de 24.098, seguidos pela construção, com 12.691; agropecuária, com 12.523; e indústria, com 11.315. O comércio foi o único grande setor com resultado negativo no Brasil, com o fechamento de 2.056 postos, cenário diferente do observado em Getúlio Vargas, onde justamente o comércio sustentou o saldo positivo.

De janeiro a julho, o país acumulou 972.203 novos empregos formais. Nos últimos 12 meses encerrados em julho, o saldo nacional ficou positivo em 880.717 postos.


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