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Rio Grande do Sul confirma dois casos e uma morte por hantavírus

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Ocorrências rurais no estado não possuem relação com o surto da cepa andina registrado no cruzeiro MV Hondius

O Rio Grande do Sul registrou dois casos de hantavírus, com um óbito, até esta segunda-feira (11). As infecções ocorreram nas áreas rurais e não têm relação com o surto no navio MV Hondius, segundo a Secretaria de Saúde do RS (SES).

Em Antônio Prado, na Serra, a infecção foi atestada por exame laboratorial. Em Paulo Bento, no Norte do estado, a confirmação ocorreu via diagnóstico clínico-epidemiológico, resultando na morte do paciente.

O Ministério da Saúde classifica a doença como endêmica no Brasil. A hantavirose se manifesta no país como síndrome cardiopulmonar por hantavírus, transmitida por urina, fezes, saliva ou mordida de roedores silvestres.

Cada tipo de hantavírus é associado a uma espécie de roedor. A SES esclarece que ratos urbanos, como ratazana, camundongo e rato de telhado, não são reservatórios das variantes encontradas no território brasileiro.

Os riscos de infecção envolvem trabalhos agrícolas, tarefas domésticas rurais e atividades como limpeza de galpões, colheitas, trilhas e pescarias.

Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, dor de cabeça, dor lombar e náusea. O quadro pode evoluir para falta de ar, taquicardia (aceleração cardíaca), tosse seca, hipotensão (queda de pressão) e choque circulatório.

O histórico de casos confirmados no Rio Grande do Sul apresenta a seguinte variação anual, segundo os dados da SES:

  • 2025: 8 casos

  • 2024: 7 casos

  • 2023: 6 casos

  • 2022: 9 casos

  • 2021: 3 casos

  • 2020: 1 caso

Paralelamente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou na segunda-feira (11) sete casos confirmados e dois suspeitos ligados ao cruzeiro MV Hondius. O surto é causado pela cepa andina do vírus.

O navio partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1.º de abril, com 149 pessoas a bordo e destino a Cabo Verde. A cronologia da crise sanitária resultou em três mortes e inclui os seguintes registros:

  • 6 de abril: um passageiro holandês apresenta os primeiros sintomas.

  • 11 de abril: O passageiro holandês morre em decorrência do hantavírus.

  • 24 de abril: navio chega à Ilha de Santa Helena. O corpo é retirado. A esposa holandesa desembarca com sintomas e outros 29 passageiros deixam o cruzeiro.

  • 26 de abril: A passageira holandesa morre após transferência para hospital na África do Sul.

  • 2 de maio: um cidadão alemão morre a bordo por causas desconhecidas. Um homem suíço é diagnosticado com o vírus e levado à África do Sul.

  • 4 de maio: A OMS confirma a transmissão entre humanos da cepa presente no navio.

  • 6 de maio: Cabo Verde recusa o navio. A embarcação segue para as Ilhas Canárias após o governo espanhol aceitar os passageiros.

  • 7 de maio: três britânicos são confirmados com hantavírus, sendo dois no navio e um na ilha de Tristão da Cunha, por onde o cruzeiro passou.

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