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Lacração das urnas para as eleições começa no RS e segue até 30 de setembro

há 1 hora
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Mais de 30 mil equipamentos estão disponíveis no Estado; cerca de 10% serão preparados como reserva para substituições em caso de falha

A Justiça Eleitoral iniciou nesta quinta-feira (17) uma das últimas etapas de preparação das urnas eletrônicas que serão usadas no Rio Grande do Sul no primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. Os equipamentos recebem os sistemas e os dados necessários à votação, passam por testes, são vinculados às respectivas seções eleitorais e, ao final, lacrados. Os trabalhos nas zonas eleitorais seguem até 30 de setembro.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) tem mais de 30 mil urnas eletrônicas disponíveis para o pleito, quantidade suficiente para aproximadamente 27.500 seções eleitorais. Além das máquinas destinadas à votação, cerca de 10% são preparadas como contingência e poderão substituir equipamentos que apresentem pane ou mau funcionamento no dia da eleição.

A preparação é realizada pelas zonas eleitorais, responsáveis pelas urnas sob sua jurisdição. Durante o procedimento, as mídias eleitorais são carregadas nos equipamentos, que recebem a identificação da zona, do município, do local de votação e da seção à qual serão destinados. As urnas de contingência também passam por preparação, teste e lacração.

Os testes incluem uma demonstração de votação em pelo menos uma urna de cada zona eleitoral e a verificação da integridade e autenticidade dos sistemas instalados. O procedimento confere, entre outros itens, os dados de candidatos e partidos, as assinaturas digitais dos arquivos e o resumo digital, conhecido como hash, usado para comparar os programas instalados com as versões oficiais.

Representantes do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), partidos políticos, federações, coligações e outras entidades autorizadas pela legislação eleitoral podem acompanhar a geração das mídias e a preparação das urnas, conferir os dados dos equipamentos e verificar a integridade e autenticidade dos sistemas. A Resolução TSE nº 23.751/2026 também determina o registro dos procedimentos em ata.

A lacração realizada agora nas zonas eleitorais é diferente da lacração dos sistemas eleitorais concluída pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 4 de setembro. Naquela etapa, em Brasília, foram concluídas as versões dos programas que serão usados nas eleições, com assinatura digital e geração dos códigos que permitem verificar sua autenticidade. As cópias oficiais desses sistemas são utilizadas pelos tribunais regionais para preparar cada urna.

Na semana anterior à votação, os equipamentos preparados no Rio Grande do Sul passarão por nova inspeção. Depois, serão encaminhados aos locais de votação, preferencialmente na sexta-feira e no sábado anteriores ao pleito, de acordo com a definição de cada juízo eleitoral.

O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, quando os eleitores votarão para presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual. Se houver necessidade de segundo turno nas disputas para presidente ou governador, a votação será em 25 de outubro.


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