Getúlio Vargas passa a integrar rede estadual de monitoramento de cheias com estação no Rio Abaúna
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Equipamento instalado na Rua Luiz Bergamini, no bairro Consoladora, transmite dados a cada 15 segundos e integra projeto com previsão de 130 estações no Rio Grande do Sul
Getúlio Vargas passa a integrar uma rede estadual de monitoramento hidrometeorológico com a entrada em operação de uma estação de monitoramento de cheias no Rio Abaúna, na última semana. O equipamento está localizado na Rua Luiz Bergamini, no bairro Consoladora, e opera de forma contínua, transmitindo dados a cada 15 segundos.
A estação integra o Projeto DCRS – Monitoramento Hidrometeorológico, desenvolvido pela Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul em parceria com o município, com previsão de implantação de 130 estações em diferentes bacias hidrográficas do estado.
O sistema coleta informações sobre chuva, temperatura do ar e do solo, umidade, radiação solar, sensação térmica, direção e velocidade dos ventos e pressão atmosférica. A estação conta também com câmera de videomonitoramento para registro em tempo real da variação do volume de água no Rio Abaúna.
O equipamento é alimentado por energia solar, possui autonomia mínima de sete dias e opera com envio de dados por rede 4G/5G, com backup via satélite. As informações são acessíveis remotamente por meio de plataformas digitais integradas à Defesa Civil.
Com a integração à rede estadual, os dados de Getúlio Vargas poderão ser cruzados com informações de outras regiões, ampliando a precisão das análises de risco. As informações coletadas subsidiam a emissão de alertas preventivos para situações de elevação do nível do rio e eventos climáticos adversos.
Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, Vagner Chimento, "o sistema em operação representa um avanço importante para a segurança da população. Agora, temos acesso a dados em tempo real, o que permite uma atuação mais preventiva e eficiente."
A implantação do equipamento envolveu estudo de viabilidade, definição do local, instalação da estrutura e ativação e integração do sistema aos protocolos de monitoramento, conforme Chimento.
Além do uso em situações de emergência, os dados gerados pela estação poderão ser utilizados no planejamento de políticas públicas voltadas à gestão de riscos e ao ordenamento urbano.






