Biometria não é obrigatória para votar nas eleições de 2026
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Eleitor sem as digitais cadastradas poderá participar normalmente do pleito de 4 de outubro se estiver com o título regular e apresentar um documento oficial com foto
Quem ainda não cadastrou a biometria na Justiça Eleitoral poderá votar normalmente nas eleições de 2026. A ausência das digitais não impede o exercício do voto: se o título estiver regular, o eleitor deve comparecer à seção no dia 4 de outubro, data do primeiro turno, e apresentar um documento oficial de identificação com foto. A orientação consta no Manual do Eleitor para as Eleições 2026, divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A diferença é que a coleta biométrica é obrigatória para operações no cadastro eleitoral, como emissão do primeiro título, transferência de domicílio e determinadas atualizações cadastrais. O prazo para realizar esses procedimentos antes das eleições terminou em 6 de maio. Desde 7 de maio, o cadastro está fechado para a preparação do pleito.
A biometria começou a ser utilizada pela Justiça Eleitoral em 2008 e será empregada em todas as seções eleitorais do país neste ano. Para quem possui as digitais cadastradas, o leitor biométrico instalado junto à urna compara a impressão digital apresentada no momento da votação com os dados disponíveis para confirmar a identidade antes da liberação do voto.
E se a biometria não funcionar?
Mesmo quem tem o cadastro biométrico não perde o direito de votar caso a urna não consiga reconhecer a impressão digital. Nas situações em que não houver biometria disponível ou a identificação falhar, o eleitor poderá ser identificado pelos procedimentos previstos pela Justiça Eleitoral, com apresentação de documento oficial brasileiro com fotografia.
Entre os documentos aceitos estão carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), passaporte, certificado de reservista e carteira de categoria profissional reconhecida por lei. O e-Título também pode servir como documento de identificação quando apresentar a fotografia do eleitor. Quem utiliza o aplicativo sem foto precisa levar outro documento oficial com foto.
Biometria de outros órgãos pode aparecer na urna
Eleitores que nunca fizeram a coleta diretamente na Justiça Eleitoral também podem encontrar seus dados biométricos disponíveis no dia da votação. O TSE mantém o Projeto de Importação de Biometria de Órgãos Externos (BioEx), que permite aproveitar dados fornecidos por entidades públicas conveniadas.
A possibilidade está prevista nas regras das Eleições 2026: bases biométricas de entidades conveniadas com o TSE podem ser utilizadas para habilitar o eleitor na seção. Quando esses dados externos são apresentados pela primeira vez, a biometria precisa ser validada no momento da identificação para votar. Se a validação ocorrer corretamente, o dado pode ser incorporado ao cadastro da Justiça Eleitoral, evitando uma nova coleta.
Como saber se a biometria está cadastrada
A situação pode ser conferida pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE ou pelo aplicativo e-Título. O aplicativo informa se houve coleta biométrica e mostra a situação da revisão biométrica; para quem já concluiu o cadastramento e teve a identificação processada, a versão digital do título também apresenta fotografia.
Também é possível consultar pela internet se o título está regular. No Autoatendimento Eleitoral, a opção “Situação do título” informa se a inscrição está disponível para o exercício do voto.
Cadastro eleitoral reabre em novembro
O atendimento para alistamento, transferência e revisão permanece suspenso durante o período eleitoral. A reabertura ocorrerá em 3 de novembro, e não em 2 de novembro. A data está prevista no calendário e no cronograma operacional do TSE para as Eleições de 2026.
O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, das 8h às 17h. Se houver necessidade de segundo turno para presidente ou governador, a votação será em 25 de outubro.






