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[ÁUDIO] Olho Vivo | 18/09/2026 - Em entrevista, chefe da 70ª Zona Eleitoral orienta eleitores para 4 de outubro

há 4 horas
4 min de leitura

Luís Fernando Brustolin falou sobre preparação das urnas, ordem dos seis votos, uso do celular, e-Título, segurança do sistema eletrônico e desinformação

Em entrevista à Rádio Sideral nesta sexta-feira (18), o chefe do Cartório da 70ª Zona Eleitoral, Luís Fernando Brustolin, falou sobre os preparativos para o primeiro turno das eleições e orientou os eleitores sobre procedimentos que precisam ser observados em 4 de outubro. A conversa passou pela preparação das urnas eletrônicas, ordem de votação, escolha de dois senadores, uso da “colinha”, proibição do celular na cabine, documentos necessários, e-Título e informações falsas que circulam sobre o processo eleitoral.

Preparação das urnas

A 70ª Zona Eleitoral entrou na fase final de preparação para a votação. Os mesários já foram convocados e estão concluindo a capacitação, enquanto o cartório iniciou os procedimentos diretamente relacionados às urnas. A carga dos equipamentos começa na terça-feira (22), às 13h30, em Getúlio Vargas, e deve ocorrer durante três dias, com trabalhos até as 18h. O processo ocorre em todas as zonas eleitorais do Rio Grande do Sul e deve ser concluído no Estado até 28 de setembro.

Antes da carga, o cartório realizou a geração das mídias utilizadas para instalar os sistemas, candidaturas e dados necessários ao funcionamento das urnas, além das mídias usadas para armazenar os resultados. Durante a carga, cada equipamento é configurado para a seção em que será utilizado. O procedimento é público e pode ser acompanhado por interessados, além das entidades fiscalizadoras previstas nas normas eleitorais.

Os sistemas que serão usados na votação passaram pela Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 4 de setembro. Antes dessa etapa, os códigos-fonte permaneceram disponíveis para inspeção das entidades habilitadas desde outubro do ano passado. As versões lacradas servem de referência para as verificações realizadas durante as demais fases do processo eleitoral.

Segurança e fiscalização do sistema eletrônico

Durante a entrevista, Brustolin também explicou mecanismos usados para verificar se o sistema instalado em uma urna corresponde ao que foi oficialmente assinado e lacrado. Depois da preparação, cada equipamento gera registros próprios, e as atividades realizadas na urna ficam armazenadas em logs. Esses registros indicam os procedimentos executados, mas não revelam em quem cada eleitor votou.

A urna utilizada pelo eleitor funciona de forma isolada, sem conexão com internet, Wi-Fi ou Bluetooth. Essa característica foi destacada por Brustolin ao explicar por que o equipamento não pode ser acessado remotamente durante a votação. A segurança do processo eletrônico de votação inclui diferentes etapas de auditoria antes, durante e depois da eleição.

Outro assunto foi a circulação de informações falsas sobre votos brancos e nulos. Brustolin citou uma publicação que afirmava incorretamente que votos válidos poderiam deixar de ser computados caso o eleitor votasse em branco ou anulasse as escolhas para outros cargos. Cada votação é independente: anular ou votar em branco para um cargo não invalida o voto válido dado para outro.

Ordem dos seis votos

No primeiro turno, o eleitor fará seis escolhas. A ordem de votação definida para as Eleições 2026 começa por deputado federal, com quatro dígitos, seguida por deputado estadual, com cinco; primeiro voto para senador, com três; segundo voto para senador, também com três; governador, com dois; e presidente da República, com dois.

Os dois votos para o Senado precisam ser dados a candidatos diferentes. Como duas das três cadeiras destinadas ao Rio Grande do Sul estarão em disputa, o eleitor poderá escolher dois nomes. Se repetir o mesmo candidato, o segundo voto será anulado. Brustolin recomendou que os números sejam levados e anotados para diminuir o tempo diante da urna e reduzir a formação de filas.

“Colinha” pode; celular na cabine, não

A “colinha” em papel é permitida. O mesmo não ocorre com o celular: celulares, máquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos que possam comprometer o sigilo do voto não podem entrar na cabine. Antes de votar, o eleitor deverá desligar o aparelho e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora. Quem se recusar a entregá-lo não será autorizado a votar naquele momento, e a ocorrência será registrada em ata; a força policial poderá ser acionada quando necessário.

Documentos e e-Título

O celular pode ser utilizado antes disso para apresentar um documento digital. Para votar, é necessário apresentar documento oficial com foto. São aceitos, entre outros, carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), passaporte e e-Título quando o aplicativo apresentar a fotografia do eleitor. Depois da identificação, o aparelho precisa ser guardado antes da entrada na cabine.

Brustolin também recomendou que os eleitores mantenham o e-Título instalado e atualizado antes da votação. O aplicativo permite consultar informações eleitorais, como o local de votação, e também pode ser utilizado para justificar a ausência no dia da eleição por quem estiver fora de seu domicílio eleitoral, observadas as regras de geolocalização do serviço.

Primeiro turno em 4 de outubro

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro. Se houver necessidade de segundo turno para presidente da República ou governador, a votação será em 25 de outubro.


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