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[VÍDEO] Operação Tripalium interdita clínica e prende três por tortura em Estação

  • há 4 horas
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Operação localizou 32 internos em condições precárias; unidade possuía registro oficial há pouco mais de cinco meses

Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, 13 de fevereiro, o delegado de Polícia Civil Jorge Fracaro Pierezan e o tenente Álvaro, da Brigada Militar, detalharam a deflagração da Operação Tripalium, que resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e na interdição judicial da Clínica Reviver, localizada na comunidade de Navegantes, interior de Estação. A ofensiva foi motivada pela confirmação de que internos eram submetidos a torturas sistemáticas sob o pretexto de disciplina, prática que culminou na morte de um homem no final de janeiro. O estabelecimento possui registro oficial datado de 21 de agosto de 2025, totalizando pouco mais de cinco meses desde a sua fundação. Foram detidos a proprietária, de iniciais L.R.M, seu companheiro e um monitor.

Histórico recente e reviravolta no inquérito

A investigação iniciou no dia 29 de janeiro quando um interno foi levado sem vida ao hospital de Getúlio Vargas. Na ocasião, alegou-se que o óbito aconteceu por causas naturais. No entanto, o curso do inquérito mudou após a fuga de dois pacientes. "Recebemos relatos de dois internos que fugiram da clínica e informaram ter sofrido violência severa no local. A partir dessas informações, trabalhamos em conjunto com a Polícia Civil para o cumprimento dos mandados", explicou o tenente Álvaro.

Segundo o delegado Jorge Fracaro Pierezan, as provas reunidas demonstraram que o homem morto sofreu agressões físicas reiteradas e violentas praticadas por mais de um indivíduo. "O que aconteceu ali foi uma tortura, uma agressão física muito violenta praticada contra um interno. Diante dos novos fatos, alteramos o tipo penal para tortura qualificada com resultado morte e representamos pelas prisões e interdição", afirmou o delegado.

Condições precárias e conexão interestadual

Durante a operação, as forças de segurança localizaram 32 internos adultos em condições degradantes. Apesar do curto tempo de atividade, a fiscalização identificou que a Clínica Reviver já operava com alvará vencido e apresentava estrutura física precária. "A estrutura é precária e insuficiente para o tamanho da clínica, não tem espaço adequado para o número de pacientes", destacou Pierezan.

Assistência às vítimas e situação dos presos

Os 32 homens resgatados, provenientes de diversas regiões do país, foram encaminhados para depoimentos e exames de corpo de delito. O município de Estação mobilizou o CRAS para realizar o acolhimento e providenciar o contato com as famílias. A proprietária e os dois monitores presos foram encaminhados ao sistema prisional. O delegado reforçou a importância da colaboração comunitária: "Estamos de portas abertas para receber denúncias e garantimos o sigilo e o anonimato de quem nos trouxer informações", concluiu.

ÍNTEGRA DA NOTA OFICIAL

POLÍCIA CIVIL DEFLAGRA OPERAÇÃO TRIPALIUM E CUMPRE PRISÕES PREVENTIVAS EM CLÍNICA DE REABILITAÇÃO EM ESTAÇÃO

Na manhã desta sexta-feira (13/02), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Tripalium no interior do município de Estação, com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na denominada Clínica Reviver, estabelecimento voltado à reabilitação de dependentes químicos.

A ação decorre de investigação instaurada após a morte recente de um interno da instituição. No curso do inquérito policial, apurou-se que práticas sistemáticas de tortura eram empregadas como método disciplinar dentro da clínica, tendo a vítima sido submetida a agressões reiteradas que culminaram em seu óbito.

Com base nos elementos de prova reunidos pela Polícia Civil, a autoridade policial representou pelas medidas cautelares, que foram deferidas pelo Poder Judiciário. Na data de hoje, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva contra indivíduos responsáveis pela administração e funcionamento da clínica, além de mandados de busca e apreensão no estabelecimento e em endereços vinculados aos investigados. Também foi determinada judicialmente a interdição do local.

A operação contou com a atuação integrada de policiais civis de toda a região, bem como com o apoio da Brigada Militar. A Prefeitura Municipal de Estação, por meio de seus diversos órgãos, prestou suporte essencial à ação, especialmente no acolhimento e na garantia de dignidade às pessoas que se encontravam internadas em condições degradantes.

A Polícia Civil prossegue nas investigações para o completo esclarecimento dos fatos e responsabilização de todos os envolvidos.


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