[VÍDEO] Equipe da 70ª Zona Eleitoral prepara urnas para a votação em Getúlio Vargas e região
Reportagem da Sideral acompanhou a carga, os testes e a lacração dos equipamentos; Mariana Marció explicou as etapas e as possibilidades de fiscalização
Antes de chegarem aos locais de votação, as urnas eletrônicas passam pela instalação dos sistemas e dos dados da eleição, por testes de funcionamento e pela aplicação de lacres numerados. Em Getúlio Vargas, a reportagem da Rádio Sideral acompanhou esse trabalho com a equipe da 70ª Zona Eleitoral e registrou como os responsáveis preparam cada equipamento para a seção em que os eleitores vão votar.
Durante a demonstração, Mariana Marció preparou uma urna destinada à seção 22 de Erebango. Com o auxílio de uma mídia de carga, ela instalou as informações das candidaturas e dos eleitores daquela seção, conferiu a identificação do equipamento e mostrou os documentos produzidos em cada etapa.
A juíza eleitoral Daniela Conceição Zorzi estabeleceu, no Edital SEI nº 117/2026, o período de 22 a 25 de setembro, das 13h às 18h30, para os procedimentos. O trabalho ocorre na Rua Afonso Tagliari, 40, sala 100, no Centro de Getúlio Vargas, com as urnas de seis municípios: Getúlio Vargas, Sertão, Estação, Erebango, Floriano Peixoto e Ipiranga do Sul.
A preparação é pública e pode ser acompanhada por interessados. “Você não precisa ter nenhum tipo de credencial para vir aqui acompanhar o que nós estamos fazendo, porque é uma cerimônia pública”, explicou Mariana, em entrevista à Sideral.
O que significa dar carga na urna
Dar carga é instalar os sistemas e as informações necessários à votação. Nesse processo, a equipe configura a urna para o município, o local de votação e a seção a que ela se destina. Também confere a data e o horário do equipamento.
Na demonstração acompanhada pela reportagem, a urna executou verificações internas antes de concluir a gravação dos dados. Depois, imprimiu um extrato com informações como os códigos do município, da zona, do local de votação, da seção e do próprio equipamento. Mariana conferiu os dados e assinou o documento para incorporá-lo aos registros da preparação.
Ao final da carga, a urna gera um código que vincula o equipamento àquela preparação. Essa correspondência integra as verificações realizadas para que os resultados possam ser totalizados.
As mídias utilizadas têm funções distintas. A mídia de carga serve à preparação; a mídia de votação permanece no equipamento e mantém uma cópia dos dados necessários à continuidade do processo; e a mídia de resultado recebe os arquivos que serão encaminhados para a transmissão após o encerramento dos trabalhos.
Mariana explicou que a gravação na memória interna e na mídia de votação permite recuperar os dados em caso de falha do equipamento. A equipe também prepara urnas de contingência, utilizadas como reserva nessas situações.
“Assim, a gente assegura que possamos continuar com o processo eletrônico de votação, mesmo que alguma urna venha a apresentar algum tipo de falha de funcionamento”, afirmou.
Testes e lacres antes do transporte
Depois da carga, os responsáveis testam os componentes da urna. A reportagem acompanhou a conferência das teclas e a emissão do comprovante de funcionamento. Na sequência, a equipe fecha os compartimentos e aplica os lacres, cuja numeração também integra os registros da preparação.
Além dos testes operacionais, há verificações dos programas instalados. Os chamados resumos digitais, ou hashes, permitem comparar os arquivos presentes na urna com as versões oficiais: uma alteração no arquivo modifica seu resumo digital.
Na entrevista, Mariana relatou a conferência de uma urna por município na 70ª Zona Eleitoral, incluindo a visualização das candidaturas e a impressão dos resumos digitais. No momento da gravação, a equipe já havia feito essas verificações nos equipamentos selecionados de Getúlio Vargas e Sertão.
Inspeções antes da eleição
Em 1º de outubro, das 12h30 às 18h30, a equipe fará a inspeção das urnas e a conferência visual dos dados apresentados nas telas, no mesmo endereço. Qualquer interessado poderá acompanhar. Se algum equipamento apresentar problema, os responsáveis poderão gerar novas mídias e repetir a carga, como autoriza o edital.
Na véspera da eleição, 3 de outubro, os responsáveis ligarão as urnas nos locais de votação para outra conferência dos dados. Esse procedimento também poderá ser acompanhado pelo público.
A Resolução nº 23.751/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disciplina essas etapas, incluindo a preparação, os testes, a lacração e os procedimentos necessários quando há falha de equipamento.
O que o eleitor pode conferir
No dia da eleição, antes do início da votação, os mesários imprimem a zerésima, documento que demonstra a ausência de votos registrados. Ao final, imprimem o Boletim de Urna (BU), com o resultado daquela seção, incluindo os votos para partidos e candidatos, brancos e nulos. São documentos distintos, emitidos antes e depois da votação.
O eleitor pode comparar o boletim impresso com o resultado divulgado pela Justiça Eleitoral. Para as eleições de 2026, os dois últimos eleitores de cada seção serão convidados a acompanhar o encerramento dos trabalhos e receber uma cópia do documento.
O primeiro turno será em 4 de outubro, com votação das 8h às 17h. Os mesários iniciam os preparativos às 7h, antes da abertura da votação ao público.
Serviços: informações para votar nas Eleições 2026
Datas e horários: o primeiro turno será em 4 de outubro. Se houver segundo turno para presidente da República ou governador, a votação será em 25 de outubro. Nas duas datas, o horário de votação será das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila às 17h poderá votar.
Quantidade e ordem dos votos: no primeiro turno, o eleitor gaúcho fará seis escolhas, com dois votos para o Senado. A sequência na urna eletrônica será:
Ordem | Cargo | Número do candidato |
1º | Deputado federal | Quatro dígitos |
2º | Deputado estadual | Cinco dígitos |
3º | Senador — primeira vaga | Três dígitos |
4º | Senador — segunda vaga | Três dígitos |
5º | Governador | Dois dígitos |
6º | Presidente da República | Dois dígitos |
Local de votação: o eleitor pode consultar onde votar pelo TRE-RS ou pelo aplicativo e-Título. A conferência deve ocorrer antes do deslocamento, inclusive para verificar eventuais mudanças de seção ou endereço.
Documentos: é necessário apresentar um documento oficial com foto, como carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou passaporte. O e-Título com fotografia também serve para identificação. O título eleitoral impresso não é obrigatório.
Cola de papel: o eleitor pode levar os números dos candidatos anotados para consultar durante a votação. O uso de celular na cabine é proibido. Clique aqui e faça o download da sua.
Treino antes da eleição: o simulador de votação do TSE permite praticar a sequência de votos com candidatos fictícios e conhecer o funcionamento das teclas da urna.

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