Vacinas contra a covid-19 no Brasil terão de ser atualizadas para combater novas variantes do vírus
- 10 de jul.
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Novas regras exigem foco na cepa LP.8.1 e limitam o uso de formulações antigas a no máximo nove meses
As vacinas contra a covid-19 distribuídas no Brasil passarão por uma atualização obrigatória para combater as novas variantes em circulação no país. A medida, publicada em instrução normativa no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (9), determina que os imunizantes passem a ser monovalentes e focados em linhagens recentes do vírus, como a cepa LP.8.1. A mudança visa garantir maior proteção à população diante do aumento de casos de síndrome gripal associados à doença.
Novas regras para os imunizantes
De acordo com as diretrizes aprovadas por unanimidade pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as vacinas comercializadas no país deverão direcionar a resposta imunológica para uma única linhagem específica do coronavírus (SARS-CoV-2).
A norma estabelece:
Cepa preferencial: as novas formulações devem conter a cepa LP.8.1 como antígeno principal.
Variantes permitidas: também serão aceitos antígenos derivados da linhagem JN.1 (como as subvariantes XFG ou NB.1.8.1), desde que as fabricantes comprovem uma resposta de anticorpos neutralizantes considerada robusta e ampla.
Período de transição para estoques antigos
Para evitar o descarte imediato de imunizantes e garantir que a população não fique desassistida, a Anvisa autorizou um período de transição. As vacinas fabricadas antes desta nova diretriz ou que já foram distribuídas e estão nos postos de saúde poderão continuar sendo aplicadas por até nove meses. Após este prazo, o uso e a distribuição destas formulações antigas ficam proibidos.
A agência reguladora e especialistas reforçam que a atualização periódica não significa que as vacinas antigas deixaram de funcionar, mas sim que a versão atualizada é mais eficaz e direcionada especificamente para os vírus que mais circulam no momento.
Contexto e justificativa
A decisão da Anvisa foi estabelecida durante a 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada. A urgência da atualização se apoia em dados epidemiológicos recentes, que apontam dezenas de milhares de casos de síndrome gripal associados à covid-19 no país, demandando uma imunização mais calibrada.
Histórico da variante
A linhagem LP.8.1, uma descendente da variante Ômicron, passou a ser identificada como a cepa dominante no Brasil no início de 2025. O processo de atualização aprovado pela Anvisa segue o mesmo modelo sazonal já adotado há anos para a vacina da gripe (influenza), que é reformulada periodicamente para acompanhar a evolução e as mutações constantes do vírus.






