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Corede Norte escolhe as cinco propostas de investimentos que vão a voto popular

  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura

Os moradores da região poderão escolher uma das cinco ações habilitadas a partir do dia 20 de julho

Cinco projetos de desenvolvimento regional integram a cédula de votação da Consulta Popular no Corede Norte após seleção em assembleia na última quarta-feira (8 de julho). O encontro, realizado no auditório da Universidade Regional Integrada (URI) em Erechim, definiu as propostas prioritárias de investimento público que disputarão recursos diretos do orçamento do Estado.

Os participantes da assembleia escolheram as seguintes iniciativas para compor a cédula regional:

  • Sistema integrado de museus e patrimônio cultural;

  • Rede regional de monitoramento climático para a Defesa Civil;

  • Unidade móvel de castração de animais;

  • Escola Regional de Costura;

  • Estudo de viabilidade para implantar passeios turísticos ferroviários com bondinhos elétricos.

Ao todo, líderes regionais debateram 48 propostas habilitadas antes de definir a cédula final.

A votação ocorre de forma exclusivamente digital entre os dias 20 e 26 de julho no portal oficial da Consulta Popular. Para participar, o cidadão precisa ter domicílio eleitoral na região e utilizar o login da plataforma gov.br.

A região do Corede Norte contará com R$ 1.885.714,00 neste ciclo de investimentos. As três propostas mais votadas pela população entrarão no orçamento estadual, garantindo R$ 628.571,00 para a execução de cada projeto vencedor.

O Corede Norte reúne 32 municípios do norte gaúcho. De acordo com o presidente do Corede Norte e diretor-geral do campus da URI Erechim, Paulo Roberto Giollo, a assembleia regional garante que a comunidade decida onde aplicar recursos em setores que muitas vezes não recebem investimentos diretos dos governos estadual ou federal.

O secretário-executivo do Corede Norte, Júlio Brancher, destaca que a estratégia de restringir a cédula a apenas cinco projetos viabiliza a execução de obras maiores. Caso a verba total sofresse divisão entre demandas locais de cada município, o impacto financeiro seria irrelevante para a infraestrutura regional. Técnicos da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) coordenam o processo de distribuição e a fiscalização das metas orçamentárias.

A Consulta Popular funciona no Rio Grande do Sul desde a instituição da Lei Estadual nº 11.179/1998. O mecanismo assegura que a população defina parte das verbas orçamentárias anuais voltadas a investimentos de interesse regional. Nos últimos ciclos, o governo estadual substituiu as antigas urnas físicas de lona por sistemas totalmente digitais de votação para agilizar a apuração e ampliar a segurança do pleito.

Foto: Divulgação / URI
Foto: Divulgação / URI

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