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Segunda dose de reforço contra a poliomielite passa a integrar o Calendário Nacional de Vacinação a partir de agosto

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Nova aplicação voltada a crianças de 4 anos de idade começa no dia 3 de agosto e amplia o esquema vacinal infantil contra a paralisia infantil para cinco doses

A segunda dose de reforço contra a poliomielite fará parte do Calendário Nacional de Vacinação a partir do dia 3 de agosto. A dose, destinada a crianças de quatro anos de idade, será oferecida de forma gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do país pelo Ministério da Saúde. Com essa alteração, o ciclo completo de vacinação infantil contra a paralisia infantil passa a contar com cinco doses da vacina inativada poliomielite (VIP).

O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos (com o último caso identificado em 1989) e mantém desde 1994 o certificado de área livre de circulação do vírus. A inclusão desta nova dose tem como objetivo proteger as barreiras de imunidade coletiva e evitar que a doença volte ao território nacional.

Atualmente, as doses contra a pólio ocorrem aos dois, quatro e seis meses de vida, com um primeiro reforço aos 15 meses. O novo reforço aos quatro anos serve para estender o tempo de proteção de forma coletiva. A medida foi definida em discussões com a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), com apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Quem deve tomar e onde encontrar a vacina

O público-alvo para esta vacinação são crianças menores de cinco anos. O reforço é recomendado para as crianças que já completaram as três primeiras aplicações e tomaram o primeiro reforço aos 15 meses.

As crianças que estão com o calendário atrasado também devem comparecer aos postos de saúde. Os profissionais de cada posto vão analisar o histórico de vacinas e indicar as doses que faltam. A vacina está liberada para aplicação até a idade limite de 4 anos, 11 meses e 29 dias.

No caso de crianças imunocomprometidas, não há alteração nas regras: a dose de reforço já estava garantida nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e na Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE).

Os pais e responsáveis podem acompanhar as doses recebidas e conferir o histórico vacinal de forma digital por meio da Caderneta Digital da Criança.

Fim das gotas e foco na vacina injetável

Desde novembro de 2024, o Brasil adotou o uso exclusivo da vacina injetável contra a paralisia infantil. A decisão de retirar de circulação a vacina oral bivalente, conhecida popularmente como a vacina da "gotinha", seguiu recomendações científicas internacionais para garantir maior segurança na proteção das crianças brasileiras.

Embora o país esteja livre da doença há décadas, a vacinação continua essencial por haver circulação do poliovírus em outras regiões do planeta. Atualmente, o Paquistão e o Afeganistão são os únicos países em que a poliomielite permanece endêmica. Manter altos índices de cobertura vacinal impede que o vírus seja reintroduzido no território brasileiro.

Foto: Erasmo Salomão/MS
Foto: Erasmo Salomão/MS

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