Saúde reforça alerta contra o sarampo no RS após casos em outros estados
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Estado não registra confirmações em 2026; balanço do Ministério da Saúde aponta 29 casos no país, concentrados em São Paulo
O risco de entrada do vírus do sarampo no Rio Grande do Sul levou o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) a reforçar as orientações para identificação de casos suspeitos e resposta rápida dos serviços de saúde. Sem confirmações da doença em 2026, o estado acompanha a ocorrência de casos em outras regiões e orienta a população a conferir a carteira de vacinação.
O balanço do Ministério da Saúde, atualizado até a semana epidemiológica 35, registra 29 casos no Brasil neste ano: 28 em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Entre os paulistas, 25 ocorreram na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
No território gaúcho, os últimos registros ocorreram em 2024 e 2025, em pessoas que haviam viajado à Ásia e aos Estados Unidos. Conforme o comunicado da Secretaria da Saúde, esses casos não provocaram transmissão para outras pessoas.
O Brasil recuperou, em novembro de 2024, a certificação de eliminação da circulação endêmica do sarampo, concedida pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Esse reconhecimento se refere à interrupção da transmissão contínua no país e não impede a ocorrência de casos importados ou surtos, que exigem investigação e medidas de controle.
Febre e manchas na pele exigem atenção
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar quando uma pessoa infectada respira, fala, tosse ou espirra. A transmissão pode começar seis dias antes do aparecimento das manchas vermelhas e continuar até quatro dias depois, o que permite a disseminação antes de um dos sinais mais conhecidos da doença.
Entre os sintomas estão febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. O Ministério da Saúde orienta quem apresentar sinais compatíveis a procurar atendimento. A infecção pode causar complicações, como pneumonia, inflamação no cérebro e perda auditiva, além de levar à morte.
No alerta aos serviços públicos e privados, o Cevs determina a notificação dos casos suspeitos à vigilância municipal em até 24 horas. A comunicação permite iniciar a investigação, localizar pessoas expostas e verificar a necessidade de vacinação dos contatos. A orientação inclui o uso de máscara cirúrgica pelo paciente com suspeita ao entrar no serviço de saúde e a adoção de isolamento.
Quem precisa conferir a vacinação
A vacina é gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS). A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e o número de doses necessárias depende da idade e do histórico de vacinação:
Crianças: o esquema de rotina prevê doses aos 12 e aos 15 meses.
Pessoas até 29 anos: devem completar duas doses, conforme o calendário e os registros anteriores.
Adultos de 30 a 59 anos: devem ter pelo menos uma dose comprovada.
Trabalhadores da saúde: precisam comprovar duas doses, independentemente da idade.
A recomendação é levar a carteira de vacinação à unidade de saúde para verificar se o esquema está completo. A aplicação de uma dose adicional em bebês de seis a 11 meses, conhecida como “dose zero”, depende da situação epidemiológica e da orientação das autoridades sanitárias; ela não substitui as doses de rotina.
A tríplice viral é contraindicada durante a gestação. A avaliação da equipe de saúde deve orientar a vacinação conforme a situação de cada pessoa.






