RS registra 1,8 mil desabrigados e desalojados após chuva constante
Cidades do Vale do Taquari e da Região Metropolitana voltam a sofrer com alagamentos nas áreas ribeirinhas
As instabilidades meteorológicas que atingem o Rio Grande do Sul deixaram 1.880 pessoas fora de casa, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil estadual. O levantamento contabiliza 1.315 moradores acolhidos em abrigos públicos instalados em 16 municípios, além de 565 desalojados, que buscaram residência temporária na casa de parentes ou amigos. A elevação dos rios e a chuva contínua provocaram danos gerais, como destelhamentos de imóveis e obstrução de vias, em 194 cidades.
Cidades afetadas e inundações ribeirinhas
A elevação do nível das águas atingiu com maior intensidade as comunidades ribeirinhas do interior e da Região Metropolitana. Em pontos de calha cheia, rios e arroios transbordaram e invadiram vias públicas e residências.
A cheia causou alagamentos diretos nos seguintes municípios:
Encantado: alagamentos em áreas periféricas e próximas ao leito do rio;
Estrela: pontos de inundação em bairros ribeirinhos;
Muçum: avanço da água em áreas baixas do município;
Roca Sales: transtornos no perímetro urbano por conta da cheia;
Feliz: transbordamento do rio com impacto na circulação local e em casas próximas.
Volume de chuva e rajadas de vento no Estado
O balanço meteorológico aponta expressivos acumulados de chuva acumulados em um período de 24 horas, acompanhados por rajadas de vento que causaram estragos em telhados e estruturas urbanas.
Maiores volumes de chuva registrados em 24 horas:
Agudo: 61,4 mm
Tramandaí: 61,2 mm
Capela de Santana: 49,2 mm
Maiores velocidades de vento registradas:
Dom Pedrito: 69,1 km/h
Encruzilhada do Sul: 66,2 km/h
Santa Vitória do Palmar: 63,0 km/h
Bloqueios em rodovias e riscos permanentes
O transbordamento de rios e o acúmulo de água na pista geraram interrupções de tráfego em trechos de rodovias estaduais, dificultando o trânsito regional.
Rodovias com bloqueios registrados:
ERS-507 (Alegrete): tráfego interrompido pelo transbordamento de água;
ERS-211 (Campinas do Sul): interrupções e danos no pavimento;
ERS-453 (Westfália): trânsito afetado por alagamento e sujeira na pista.
A causa das chuvas persistentes está associada à atuação conjunta de um cavado atmosférico e de uma frente estacionária posicionada sobre o território gaúcho, conforme análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O órgão alerta que a manutenção da chuva mantém alto o risco de novas enxurradas, inundações graduais e deslizamentos de terra em encostas vulneráveis.






