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Municípios do Alto Uruguai solicitam revisão no fluxo de atendimento do SAMU

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Documento entregue à Secretaria Estadual da Saúde aponta demora em retornos de urgência e problemas técnicos em cidades da divisa com Santa Catarina

Representantes de municípios da região do Alto Uruguai entregaram, na última sexta-feira (6), um documento oficial à Secretaria Estadual da Saúde solicitando providências sobre o funcionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A principal queixa envolve o tempo de espera na Central de Regulação e falhas técnicas de comunicação que afetam o atendimento em cidades fronteiriças.

O ofício foi apresentado durante encontro no Salão Nobre de Erechim, com a presença da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, e de gestores locais. O documento é assinado pela Associação de Municípios do Alto Uruguai (AMAU) e pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/AMAU) — órgão que articula as políticas de saúde entre as prefeituras da região.

Demora na regulação

O ponto central das reivindicações refere-se ao tempo de resposta da Central de Regulação do SAMU, responsável por receber os chamados e liberar as equipes de socorro. De acordo com as entidades municipais, o tempo de espera para o retorno e a autorização das ocorrências é considerado elevado em diversas situações, o que resulta em atrasos diretos no atendimento aos pacientes em estado de urgência e emergência.

Os gestores regionais solicitam que o Governo do Estado realize uma avaliação técnica do fluxo de atendimento da regulação. O objetivo da medida é identificar gargalos e adotar ações que garantam maior agilidade desde a recepção do chamado até a chegada da ambulância ao local da ocorrência.

Falhas de comunicação na divisa

A pauta entregue à secretária estadual também detalha problemas de infraestrutura de telefonia que prejudicam o acionamento do serviço em cidades que fazem divisa com o estado de Santa Catarina.

Conforme o relato oficial:

  • Municípios afetados: Erval Grande e Marcelino Ramos.

  • Problema técnico: ligações de emergência feitas nessas localidades acabam sendo direcionadas para o código de área 49 (Santa Catarina).

  • Impacto: o direcionamento incorreto gera entraves burocráticos e técnicos, retardando o encaminhamento das chamadas para as centrais responsáveis pelo socorro no Rio Grande do Sul.

Contexto da agenda

A entrega das demandas ocorreu durante uma agenda de diálogo entre a Secretaria Estadual da Saúde e lideranças da região do Alto Uruguai. O encontro reuniu gestores municipais e representantes de entidades de saúde para tratar das dificuldades enfrentadas pela rede pública local. Até o momento, o cronograma para a avaliação dos fluxos solicitados pelos municípios não foi detalhado.


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