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Idosa de 64 anos perde R$ 30 mil no golpe do bilhete premiado em Getúlio Vargas

  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

Criminosos usaram falsa promessa de prêmio de R$ 9 milhões e orientaram a vítima a mentir sobre a finalidade do dinheiro no banco

Uma mulher de 64 anos perdeu R$ 30 mil após ser vítima do golpe do bilhete premiado no Centro de Getúlio Vargas. A ocorrência de estelionato foi registrada na quinta-feira (23) na Delegacia de Polícia Civil do município, que investigará a ação criminosa.

O crime ocorreu quando a vítima foi abordada em via pública por uma mulher que solicitou informações sobre a localização de uma agropecuária. Em seguida, um segundo suspeito se aproximou e a dupla deu início à encenação do falso prêmio de loteria. Ambos afirmaram que a primeira mulher possuía um bilhete contemplado no valor de R$ 9 milhões, mas que não ficaria com a quantia por motivos religiosos, alegando ser Testemunha de Jeová.

Com a promessa de que entregariam parte do suposto prêmio à idosa em troca de uma garantia em dinheiro, os golpistas a convenceram a realizar um repasse. Ficou combinado que o homem simularia um depósito de R$ 90 mil, enquanto a moradora entregaria R$ 30 mil.

Para concretizar a transação sem levantar suspeitas, a idosa foi conduzida a uma agência bancária. Orientada pelos criminosos, ela deixou o celular no veículo e informou aos atendentes do caixa que o valor seria destinado à reforma de um apartamento.

Após o encerramento da operação, o estelionatário alegou que ainda faltavam R$ 10 mil para completar o montante combinado e agendou um novo encontro para o dia seguinte. A vítima percebeu ter sido lesada após o término do contato e procurou a Polícia Civil.

O golpe do bilhete premiado é uma modalidade tradicional de estelionato no Rio Grande do Sul, com histórico frequente de registros na Região Norte do Estado. A prática baseia-se em uma encenação de persuasão psicológica que explora a boa-fé e o isolamento das vítimas, tendo como alvo prioritário pessoas idosas. Os golpistas costumam atuar em duplas ou trios, em que um integrante finge ser alguém simples, portando um bilhete milionário, e o comparsa simula ser um desconhecido bem-apessoado que valida a veracidade do prêmio.

A Polícia Civil e órgãos de segurança reforçam que nenhuma instituição financeira ou lotérica exige pagamento prévio ou garantia para liberação de prêmios. A orientação é desconfiar de promessas de ganhos fáceis, recusar propostas de transações financeiras iniciadas por estranhos na rua e não atender a pedidos de sigilo. Caso perceba atitudes suspeitas nas proximidades de agências bancárias, a população deve comunicar à gerência, avisar familiares ou acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 e a Polícia Civil pelo 197.

Foto: Andrei Nardi / Grupo Sideral de Comunicação
Foto: Andrei Nardi / Grupo Sideral de Comunicação


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