Getúlio Vargas abre apenas uma vaga de trabalho com carteira assinada em maio
Município registrou 141 admissões e 140 demissões no mês; desempenho local evita as perdas do Rio Grande do Sul, que liderou o fechamento de postos no país com 5.657 demissões
Getúlio Vargas fechou o mês de maio com o saldo positivo de apenas uma vaga de emprego formal, resultado de 141 admissões e 140 demissões. O número mantém o mercado de trabalho da cidade em estabilidade, acumulando 22 novos postos de trabalho abertos desde janeiro. O saldo evita o terreno negativo registrado no Rio Grande do Sul, que liderou as demissões no país no período, mas acompanha o ritmo de forte desaceleração nacional, mapeado pelo Novo Caged, que registrou o pior mês de maio para a criação de vagas desde 2020.
Indústria e serviços sustentam saldo positivo em Getúlio Vargas
A manutenção da estabilidade do emprego em Getúlio Vargas em maio ocorreu porque as contratações na indústria e nos serviços compensaram as demissões no comércio e na construção civil. O estoque total de trabalhadores ativos com carteira assinada na cidade ficou em 4.063 postos.
No acumulado de janeiro a maio, o saldo do município é de +22 vagas (743 contratações contra 721 desligamentos). O resultado de maio aponta desaceleração na comparação com o mesmo mês de 2025, quando a cidade havia criado +16 vagas e mantinha um estoque de 4.096 postos ativos.
Desempenho por setor econômico no município:
Indústria: 49 admissões e 39 demissões (saldo de +10 vagas), com estoque de 1.421 postos ativos.
Serviços: 43 admissões e 36 demissões (saldo de +7 vagas), mantendo estoque de 1.366 trabalhadores.
Agropecuária: 3 admissões e 1 demissão (saldo de +2 vagas), com estoque atual de 96 postos.
Construção Civil: -5 vagas (6 admissões e 11 demissões), mantendo estoque de 165 postos.
Comércio: 40 admissões e 53 demissões (saldo negativo de -13 vagas). O setor ainda sustenta 1.015 postos ativos.
Resultados nos municípios vizinhos:
Estação: registrou o melhor resultado da microrregião, com 90 admissões e 82 demissões (saldo positivo de +8 vagas), totalizando estoque de 2.078 postos.
Erebango: fechou com saldo de -1 vaga (8 contratações e 9 demissões, estoque de 204).
Ipiranga do Sul: terminou com saldo de -1 vaga (5 contratações e 6 demissões, estoque de 167).
Floriano Peixoto: encerrou o mês com saldo de -1 vaga (1 admissão e 2 demissões, com estoque de 62).
Rio Grande do Sul registra pior saldo de emprego do país
Embora a microrregião de Getúlio Vargas tenha evitado fechar vagas, o Rio Grande do Sul registrou o pior resultado absoluto do Brasil em maio. O estado fechou o mês com saldo negativo de -5.657 postos de trabalho (redução de 0,20% no estoque total de empregos).
A perda gaúcha foi resultado de 122.136 admissões contra 127.793 desligamentos. Com este desempenho, a região Sul foi a única do país a registrar saldo negativo em maio (-4.109 vagas), superando o saldo positivo do Paraná (+2.210) e a queda menor em Santa Catarina (-662). Depois do Rio Grande do Sul, os estados com piores resultados foram Goiás (-2.742) e Tocantins (-743).
País cria 72,9 mil vagas e tem pior maio desde a pandemia
No cenário nacional, o Brasil gerou 72.960 postos de trabalho formais em maio de 2026, resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.343 demissões. O número representa uma queda de 52,35% em relação a maio de 2025, quando haviam sido criadas 153.108 vagas.
Este é o menor saldo para o mês de maio desde 2020, início da pandemia de Covid-19, quando o país perdeu 398 mil vagas formais. No acumulado de janeiro a maio de 2026, foram criadas 767.326 vagas, também o menor acumulado para o período nos últimos cinco anos.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu publicamente o ritmo lento de contratações no país à taxa de juros elevada praticada pelo Banco Central e às tensões geopolíticas no exterior, mencionando impactos econômicos de conflitos internacionais, como o embate entre Estados Unidos e Irã.
Dados do Novo Caged em maio de 2026:
Setores em alta: a criação de vagas no Brasil foi liderada pelo setor de Serviços (+45.655 postos), puxada pelos segmentos de saúde humana, assistência social e serviços administrativos. Seguiram-se a Construção Civil (+12.096), a agropecuária (+10.205) e a indústria (+4.974). O comércio ficou estável, registrando apenas +40 vagas.
Micro e pequenas empresas (MPEs): conforme dados divulgados pelo Sebrae e reproduzidos pela Fenacon, os pequenos negócios foram responsáveis por 58% das vagas geradas no país em maio (+42.078 postos), saldo quase três vezes superior ao de médias e grandes empresas (+15.013). No acumulado do ano, as MPEs respondem por 59% das contratações no Brasil (450 mil das 767 mil vagas).
Perfil dos contratados: as mulheres registraram o maior saldo do mês, com +51.848 postos, contra +21.112 dos homens. Por faixa etária, os jovens de até 24 anos concentraram a criação de emprego, com saldo de +90.503 vagas, enquanto a faixa acima de 24 anos registrou fechamento de -17.543 vagas.
Salários: O salário médio real de admissão no Brasil ficou em R$ 2.384,10. O valor indica um recuo real de 0,75% (-R$ 17,97) em relação a abril, mas mantém-se 1,5% acima do valor registrado em maio de 2025, já descontada a inflação.
Tabela comparativa de contratações (maio de 2026)
Região / Município | Admitidos | Desligados | Saldo Líquido | Variação Relativa |
Brasil | 2.207.303 | 2.134.343 | +72.960 | +0,15% |
Rio Grande do Sul | 122.136 | 127.793 | -5.657 | -0,20% |
Getúlio Vargas | 141 | 140 | +1 | +0,02% |
Estação | 90 | 82 | +8 | +0,38% |
Ipiranga do Sul | 5 | 6 | -1 | -0,60% |
Erebango | 8 | 9 | -1 | -0,49% |
Floriano Peixoto | 1 | 2 | -1 | -1,59% |






