Estação registra 177 ovos do Aedes aegypti em 10 armadilhas; município amplia monitoramento para 58 pontos
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Levantamento de fevereiro aponta presença do mosquito da dengue em 20% das ovitrampas instaladas; novas 8 armadilhas foram adicionadas à rede de vigilância
177 ovos do Aedes aegypti (transmissor da dengue) foram identificados em Estação durante o monitoramento de fevereiro. Das 50 ovitrampas instaladas no período, 10 deram resultado positivo, representando 20% do total. Neste mês, a rede de vigilância foi ampliada com mais 8 armadilhas, chegando a 58 ovitrampas distribuídas na área urbana e nas comunidades do interior do município.
📦 O QUE É UMA OVITRAMPA?
Ovitrampa é uma armadilha usada para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti. O equipamento consiste em um pote de cor escura com água e levedo de cerveja, além de uma pequena placa de fibra de madeira (chamada de paleta) onde o mosquito deposita seus ovos.
A armadilha é instalada nas residências a até 1,5 metro do chão, em local sombreado e abrigado da chuva, longe do alcance de crianças e animais domésticos. Cada unidade tem capacidade de atrair fêmeas em um raio de até 300 metros.
Após sete dias, os agentes de vigilância retornam ao local, retiram a paleta com os ovos e inserem uma nova. O material é encaminhado ao laboratório para contagem.
A armadilha não gera mosquitos. As paletas são retiradas antes de os ovos darem origem a novos mosquitos. Além disso, a ovitrampa atrai somente os mosquitos que já viviam nas redondezas.
Os dados coletados permitem identificar as áreas com maior infestação e direcionar as ações de controle para os pontos de maior risco.
Os dados são do boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, que conta com Agentes de Endemias para instalação e monitoramento das armadilhas nas residências autorizadas pelos moradores.
Como interpretar os dados
A Secretaria utiliza uma escala de risco baseada na quantidade de ovos por armadilha: zero ovos indica sem risco imediato; de 1 a 20, atenção; de 21 a 50, alerta; de 51 a 100, risco alto; acima de 100, perigo crítico.


O que o morador deve fazer
A Secretaria orienta quatro medidas: eliminar água parada em recipientes diversos; manter caixas d'água fechadas e tratadas; realizar limpeza semanal em piscinas; e descartar corretamente pneus e objetos que possam acumular água.






