ERS-463 é totalmente bloqueada após rompimento de galeria entre Tapejara e Coxilha
Motoristas devem utilizar rotas alternativas por Getúlio Vargas, Charrua, Santa Cecília do Sul ou Água Santa; Daer ainda não informou prazo para liberar o trânsito
A ERS-463, entre Tapejara e Coxilha, está totalmente bloqueada nesta quarta-feira (4) após as fortes chuvas provocarem o rompimento de uma galeria de drenagem e o desmoronamento de parte da pista. A interrupção ocorre na altura do km 22, nas proximidades do acesso a Água Santa.
O rompimento da estrutura responsável pela passagem da água sob a rodovia fez o asfalto ceder, abrindo uma cratera. O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) mobilizou equipes para sinalizar o trecho e impedir a passagem de veículos.
De acordo com o comunicado divulgado pelo governo do Estado às 15h22, os técnicos deverão avaliar os danos assim que a chuva permitir. A reconstrução da galeria dependerá dessa avaliação. Até o momento, não há previsão de liberação do trânsito.
Rotas alternativas
O Daer orienta os motoristas a utilizarem três trajetos para evitar o trecho interditado:
Passo Fundo a Tapejara, por Getúlio Vargas e Charrua: percurso de 85 km, totalmente pavimentado, seguindo por Getúlio Vargas e Charrua, com acesso à ERS-430 até Tapejara.
Passo Fundo a Tapejara, por Santa Cecília do Sul: seguir pela BR-285 até o entroncamento com a ERS-430, em direção a Santa Cecília do Sul. O percurso tem 81 km, dos quais 14 km não são pavimentados.
Água Santa a Tapejara: utilizar a BR-285 e o entroncamento com a ERS-428, em Água Santa. O trajeto indicado tem 71 km, incluindo 12 km sem pavimentação.
Entre as alternativas para quem sai de Passo Fundo em direção a Tapejara, o trajeto por Getúlio Vargas e Charrua é o único indicado pelo Daer como totalmente asfaltado.
Rodovia já apresentava problemas antes das chuvas
O rompimento ocorre após meses de reclamações sobre as condições da ERS-463. Em 16 de outubro, mais de 250 moradores, empresários e representantes de entidades participaram de uma manifestação para cobrar a recuperação da rodovia, especialmente do trecho entre Tapejara e Vila Lângaro.
Na terça-feira (3), um dia antes do rompimento, o Daer informou à GZH que programava serviços de manutenção, com investimentos estimados entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões. A previsão era iniciar os trabalhos ainda em 2026, dependendo da programação das equipes e das condições meteorológicas.
As intervenções anunciadas anteriormente estavam relacionadas à conservação da rodovia e não representam um cronograma para reconstruir a galeria danificada nesta quarta-feira.






