Em Gre-Nal de poucas emoções, Inter e Grêmio empatam e decidirão vaga às semifinais na Arena
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Clássico do Beira-Rio foi de baixa qualidade técnica por parte das duas equipes. Partida que define quem avança será na próxima quinta-feira
O Gre-Nal que abriu as quartas de final da Copa do Brasil remeteu à outra competição nacional. Inter, 16º, e Grêmio, 15º do Brasileirão, fizeram um confronto exatamente esperado por quem faz um ano tão ruim.
Pior para os mais de 43 mil torcedores que encheram o Beira-Rio na abafada noite de quinta-feira. O 0 a 0 de muita disputa e pouca emoção deixa a decisão para a Arena, na quinta-feira que vem. Quem vencer se classifica. Novo empate leva a decisão aos pênaltis.
Foi um Gre-Nal de surpresas nas duas escalações. As que mais chamaram a atenção foram no Inter. Pezzolano deixou de fora dois de seus jogadores mais experientes, Bruno Henrique e Alan Patrick, para colocar Paulinho e Calebe. Ainda sem melhores condições, Sanabria ficou no banco.
Luís Castro também mexeu na equipe. Recuperando-se de lesão, Gustavo Martins iniciou no banco, com Kannemann de titular. Na frente, Jovane Cabral ganhou uma oportunidade, na vaga de Amuzu.
No desenho do começo do jogo do Inter, Calebe foi o ala pela direita, com Bruno Gomes, Mercado e Maripán na zaga e Matheus Bahia na esquerda. O meio contou com Villagra, Paulinho na contenção, Bernabei mais avançado na direita, Carbonero na esquerda e Vitinho como centroavante.
No Grêmio, a linha defensiva teve Caito, Wallace, Kannemann e Marlon, com Noriega baixando entre eles. Mais à frente, Villasanti e Krovinovic. O trio final contou com Pavón, Carlos Vinícius e Jovane Cabral.

Primeiro tempo
A partida começou com ataques de parte a parte. O Inter investiu em jogada de Carbonero, que esticou para Vitinho, mas a cobertura foi bem feita e Weverton saiu na hora certa. O Grêmio respondeu em uma falta que Pavon chutou na barreira, Krovinovic pegou o rebote e e bateu, Noriega não dominou, sozinho na área.
Aos 14 minutos, Carbonero disputou com Diego Caito e o jogador do Grêmio caiu. Ele sofreu uma lesão no ombro, mas se recuperou e permaneceu em campo. Faltava o lance contundente, sobrava pressão. A cada disputa, os reservas e as comissões técnicas saíam de seus lugares e reclamavam. Inclusive entre si.
Mas não tinha muito mais do que gritaria e tensão. Em 35 minutos, não houve nem sequer um lance digno de nota. Nem Weverton nem Matheus Cunha precisaram trabalhar.
Aos 37, o Grêmio teve uma meia chance. Wallace antecipou-se a um passe para Bernabei e Pavon mandou de primeira para Carlos Vinícius. O centroavante entrou em vantagem na área, mas, sem confiança para concluir de pé direito, tentou driblar Mercado e foi desarmado.
A primeira consequência de tantas interrupções foi aos 41. Bernabei disputou com Wallace e caiu. O árbitro marcou falta do jogador colorado, que alegou ter sido atingido pelo braço do zagueiro gremista. Caído no chão, viu um bolinho se formar. Carlos Vinícius atravessou o campo, aumentou a confusão e levou cartão amarelo. No mesmo enrosco, Matheus Bahia também foi advertido.
No lance seguinte a esse, Carlos Vinícius arriscou. Em um chutão para cima, ele largou a disputa e atingiu Bruno Gomes. Novo bolinho, nova paralisação. Após quatro minutos de ladainha, o jogo voltou.
Enfim, depois de 55 longuíssimos minutos, o primeiro tempo acabou.

Segundo tempo
Pezzolano mexeu na equipe no vestiário. Ele tirou Calebe e colocou Bruno Henrique. O Grêmio voltou sem trocas.
A novidade da segunda etapa foi que finalmente teve um chute a gol. No primeiro minuto, Krovinovic dominou da entrada da área e chutou forte, Matheus Cunha espalmou para escanteio. Na cobrança, Carlos Vinícius teve vantagem, mas o cabeceio saiu fraco, nas mãos do goleiro colorado.
Villagra, pelo Inter, tentou a mesma arma. Mas a conclusão foi longe da trave.
Castro, aos 12, também fez suas primeiras trocas. Ele tirou Carlos Vinícius e Jovane para colocar Braithwaite e Amuzu.
Amuzu começou mal. Ele atravessou uma bola na intermediária de defesa, Bernabei pegou a bola, tentou chutar, foi bloqueado, pegou de novo e passou para Bruno Henrique, que concluiu fraco, para fora.
A oportunidade colorada apareceu aos 16. Villagra deu um chutão para a frente e a defesa do Grêmio, desatenta, não viu Vitinho correndo por trás. O atacante pegou a bola pela direita e ajeitou para o meio, onde estava Carbonero. Noriega conseguiu desviar a conclusão para fora.
Aos 20, Pezzolano fez duas trocas. Saíram Carbonero e Paulinho, entraram Alan Patrick e Sanabria.
Era o momento de mais imposição do Inter. Conseguia chegar ao ataque, produzia, mas não a ponto de ter uma chance. Sanabria, em seu primeiro toque, cabeceou por cima uma cobrança de escanteio.
A resposta de Castro foi modificar sua equipe. Ele trocou Noriega e Pavón por Danilo Barbosa e Enamorado.
O panorama era o mesmo. Bem mais o Inter tentava atacar do que o Grêmio. Mas os colorados esbarravam no velho problema da criação. Pezzolano ainda trocou Bruno Gomes por Braian Aguirre. E pouco depois, Eliasson por Bernabei. E nada mais houve.
Talvez na próxima quinta-feira o Gre-Nal nos surpreenda.

Texto e Fotos: GZH





