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Dia Mundial do Jornalismo: da informação global à cobertura do Grupo Sideral na região

há 3 horas
3 min de leitura

Celebrada em 28 de setembro, a data chama a atenção para a apuração dos fatos, o direito à informação e o trabalho de profissionais que acompanham a vida das comunidades

O Dia Mundial do Jornalismo, celebrado nesta segunda-feira (28), é dedicado ao papel da informação apurada na vida das pessoas: conhecer seus direitos, acompanhar decisões públicas e compreender acontecimentos que afetam a comunidade. Em Getúlio Vargas e região, esse trabalho também passa pelos profissionais do Grupo Sideral, nas entrevistas do rádio, nas reportagens do portal e na cobertura dos municípios do Alto Uruguai.

A data faz parte do World News Day, campanha internacional que neste ano adota a mensagem “Escolha o jornalismo de confiança”, em tradução do inglês. O Fórum Mundial de Editores, a Fundação Canadense de Jornalismo e o Projeto Kontinuum organizam a iniciativa. No Brasil, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) participam da mobilização.

O objetivo é aproximar o público do trabalho necessário para produzir uma notícia. Antes da publicação, jornalistas entrevistam pessoas, consultam documentos, verificam dados e confrontam versões. A responsabilidade continua depois: erros precisam ser corrigidos e informações novas podem exigir atualizações. Esses procedimentos estão entre os temas da campanha brasileira, ao lado da liberdade de imprensa e das condições financeiras para manter as redações.

A notícia perto de casa

Na cobertura regional, o interesse público aparece em questões concretas, como o acesso a uma consulta médica, a cobrança pelo abastecimento de água e os esclarecimentos de autoridades. São assuntos presentes nas entrevistas e reportagens da Rádio Sideral.

Com sede em Getúlio Vargas, o Grupo Sideral reúne a Sideral FM 93.1, a Estação FM 103.1 e a 98 FM 98.1. A Rádio Sideral iniciou as transmissões em 11 de março de 1970. Ao longo dessa trajetória, a distribuição de conteúdo passou a incluir a internet, o portal de notícias e as redes sociais, além da programação radiofônica.

Liberdade de imprensa e desafios da tecnologia

O Brasil passou da 63ª posição, em 2025, para a 52ª colocação no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, elaborado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Entre os 180 países e territórios avaliados, ficou pela primeira vez à frente dos Estados Unidos, que aparecem em 64º lugar. A melhora brasileira ocorre em um quadro mundial de deterioração: 52,2% dos países estão nas categorias “difícil” ou “muito grave”, o pior resultado registrado em 25 anos do levantamento.

A organização aponta que a violência contra jornalistas, a concentração dos meios de comunicação e a desinformação continuam entre os obstáculos brasileiros. A classificação avalia as condições para exercer o jornalismo, considerando aspectos políticos, econômicos, legais, sociais e de segurança.

A inteligência artificial acrescenta desafios à verificação de conteúdos. No especial sobre jornalismo nas eleições deste ano, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Farol Jornalismo discutem como a produção de textos, imagens e vídeos em grande escala pode ampliar a desinformação. A análise defende apuração rigorosa e maior proximidade com as comunidades de leitores diante da disputa por atenção nas plataformas digitais.

O 28 de setembro tem uma finalidade diferente de outras duas datas ligadas à profissão. O Dia do Jornalista é celebrado no Brasil em 7 de abril. Já o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, em 3 de maio, é dedicado à defesa da liberdade de informar e à proteção dos profissionais. No Dia Mundial do Jornalismo, a campanha concentra a atenção no valor da informação verificada para a sociedade e no trabalho necessário para fazê-la chegar ao público.


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