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Corte de 0,25 ponto percentual reduz taxa Selic para 14% ao ano

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Quarto recuo consecutivo coloca os juros no menor patamar desde março de 2025; mercado financeiro prevê nova queda em novembro

A taxa básica de juros da economia brasileira caiu 0,25 ponto percentual e atingiu 14% ao ano nesta quarta-feira (5). A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ocorreu por unanimidade e representa o quarto recuo consecutivo na taxa Selic, atingindo o menor patamar desde março de 2025.

Em comunicado oficial, o comitê avaliou que a decisão é compatível com a estratégia de fazer a inflação convergir para a meta estipulada. A autoridade monetária ressaltou que a medida busca suavizar as oscilações da atividade econômica e fomentar o pleno emprego, sem comprometer a estabilidade de preços.

O ambiente internacional continua sendo apontado como fator de incerteza pelo colegiado, sobretudo devido aos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e às indefinições sobre a política de juros em economias avançadas. Esse panorama exige postura cautelosa de países emergentes diante da oscilação nos preços de commodities e combustíveis.

O colegiado destacou ainda que a magnitude total do ciclo de cortes continuará dependendo do comportamento dos indicadores nos próximos meses. As decisões futuras levarão em consideração os riscos para a trajetória dos preços e a evolução das expectativas de mercado.

A decisão do Banco Central alinha-se às previsões dos analistas financeiros divulgadas no Boletim Focus. As estimativas indicam que a Selic deve encerrar o ano em 13,75% ao ano, o que pressupõe uma nova redução na reunião agendada para novembro.

Apesar da trajetória de queda, o juro real do Brasil se mantém entre os mais elevados do mundo quando descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses. As estimativas de inflação coletadas pelo mercado continuam acima da meta central de 3%, registrando 5,03% para 2026, 4,22% para 2027 e 3,80% para 2028.

As alterações na taxa Selic levam entre seis e 18 meses para ter impacto pleno sobre a economia real. Por esse motivo, as análises atuais do comitê já miram o horizonte relevante de política monetária voltado para o primeiro trimestre de 2028.


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