Conta de luz terá cobrança extra em maio pela primeira vez em 2026; adicional é de R$ 1,88 a cada 100 kWh
- 26 de abr.
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Aneel acionou a bandeira tarifária amarela após quatro meses de bandeira verde; redução das chuvas na transição para o período seco exige uso de termelétricas com custo mais alto
A conta de energia elétrica vai ficar mais cara em maio. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) acionou a bandeira tarifária amarela para o mês, a primeira alteração no sistema de bandeiras tarifárias em 2026 — de janeiro a abril vigorou a bandeira verde, sem cobrança adicional. Com a mudança, os consumidores pagarão R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A cobrança vale para todos os consumidores atendidos pelas distribuidoras conectadas ao SIN (Sistema Interligado Nacional). Sistemas isolados, de regiões não integradas à rede nacional, estão fora da regra.
Por que a bandeira mudou
Segundo a Aneel, a decisão decorre da redução das chuvas na transição do período chuvoso para o seco. Com menos água nos reservatórios, a geração hidrelétrica cai e o sistema passa a acionar usinas termelétricas, que têm custo operacional mais elevado.
A possibilidade de El Niño no segundo semestre de 2026, com seus efeitos sobre o aumento das temperaturas e a redução das chuvas no Norte e Nordeste do país, reforça a perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.
Como funciona o sistema de bandeiras
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica e sinaliza ao consumidor a situação do sistema. A cada mês, as condições de operação do sistema são reavaliadas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), que define a melhor estratégia de geração e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.
Antes de 2015, o custo da energia em momentos de maior dificuldade para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada distribuidora, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos mensalmente por meio da "conta Bandeiras".
Os valores de acréscimo por cor são: bandeira verde, sem cobrança adicional; bandeira amarela, R$ 1,88 por 100 kWh; bandeira vermelha patamar 1, R$ 4,46 por 100 kWh; bandeira vermelha patamar 2, R$ 7,87 por 100 kWh.
Como reduzir o impacto
A Aneel orienta a população a evitar desperdícios e adotar hábitos de consumo consciente, como apagar luzes desnecessárias e reduzir o uso de aparelhos elétricos. Dúvidas podem ser consultadas na página de perguntas e respostas sobre bandeiras tarifárias em gov.br/aneel.






