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Chuvas acima da média preocupam agricultores do norte do RS

A incidência do El Niño no primeiro inverno desde 2015 preocupa os agricultores da região norte do Rio Grande do Sul. Com previsão de chuvas acima da média, eles se preparam para o plantio de inverno, tendo o trigo como cultura principal da estação. A atuação intensificada do fenômeno a partir de agosto aumenta a atenção necessária durante todo o período de desenvolvimento dos grãos, especialmente entre julho e setembro, quando se espera precipitações acima da média.


Segundo a meteorologista do Climatempo, Josélia Pegorim, o El Niño atuará como intensificador da chuva em todo o Estado, com maior risco de temporais e chuvas volumosas na região norte em setembro.


A situação acende um alerta para os agricultores da região, uma vez que o trigo é a principal cultura de inverno. No ano anterior, eles arriscaram um aumento de 48% na área cultivada para recuperar o prejuízo da safra de verão, porém, neste ano, optaram por se manter dentro da média devido ao preço pouco favorável. A estimativa é de que sejam cultivados 136 mil hectares do grão em 42 municípios da região.


Durante o plantio, é necessário que os agricultores tenham precaução devido às chuvas, buscando o momento ideal para evitar problemas de germinação. A Emater recomenda que sigam as orientações técnicas, uma vez que o excesso de chuva requer cuidados com o manejo das culturas e o monitoramento de doenças e pragas, devido à umidade. Será preciso estar atento em todas as fases de desenvolvimento do ciclo da cultura, principalmente no enchimento de grãos e na prevenção de doenças que podem prejudicar a fase final.


Além das preocupações relacionadas ao plantio, os agricultores também estão atentos aos possíveis impactos das chuvas acima da média nas estradas rurais e na infraestrutura das propriedades. O excesso de umidade pode causar erosão do solo, dificultar o escoamento da água e comprometer o acesso às áreas de cultivo. A manutenção das estradas e a drenagem adequada se tornam ainda mais importantes nessas condições, para garantir a mobilidade e a operacionalidade das atividades agrícolas.


Os produtores também estão cientes de que as chuvas intensas podem aumentar o risco de doenças e pragas nas lavouras. A umidade favorece a proliferação de fungos e o surgimento de pragas, o que requer um controle eficiente para evitar perdas significativas na produção. Nesse sentido, é fundamental adotar práticas de manejo adequadas, como o uso de fungicidas e inseticidas, e realizar monitoramentos frequentes das plantações para identificar qualquer problema fitossanitário e tomar as medidas necessárias.

Apesar dos desafios apresentados pelas chuvas acima da média, os agricultores estão confiantes em superar essas adversidades e obter uma boa safra de trigo. Eles estão se preparando de forma adequada, buscando informações técnicas, realizando as práticas necessárias e contando com o apoio de instituições e órgãos ligados à agricultura. A experiência acumulada ao longo dos anos e a capacidade de adaptação são importantes aliados nesse contexto, permitindo que os agricultores enfrentem os desafios climáticos e alcancem bons resultados na produção agrícola da região.


É importante ressaltar que as condições climáticas podem sofrer variações ao longo do período de plantio e desenvolvimento das culturas, e os agricultores devem estar atentos às atualizações meteorológicas e às orientações dos especialistas. Acompanhar os boletins climáticos e adotar práticas de manejo flexíveis são medidas essenciais para lidar com as mudanças e garantir uma produção agrícola sustentável e resiliente.


Espera-se que os agricultores do Norte do Rio Grande do Sul enfrentem o desafio das chuvas acima da média com estratégias de manejo adequadas e acompanhamento técnico, visando minimizar os impactos nas lavouras e garantir uma safra satisfatória.


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