Ataque à Venezuela: veja o que se sabe sobre da ofensiva dos EUA e a custódia de Maduro
- Andrei Nardi
- há 19 minutos
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Tropa de elite Delta Force teria realizado a captura de líder venezuelano e esposa; Procuradoria de Nova Iorque formaliza denúncia por narcoterrorismo
Resumo dos Principais Fatos
O Evento: Ataque militar dos EUA em larga escala contra alvos estratégicos na Venezuela na madrugada de 3 de janeiro de 2026.
Captura: Donald Trump afirma que a tropa de elite Delta Force capturou Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, retirando-os do país por via aérea.
Alvos: Explosões atingiram a Base Aérea de La Carlota e o Forte Tiuna (Ministério da Defesa) em Caracas, além de áreas nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Esfera Jurídica: Procuradoria-geral dos EUA formalizou denúncia no Distrito Sul de Nova Iorque por narcoterrorismo, tráfico de cocaína e posse de armas pesadas.
Reação Local: Vice-presidente Delcy Rodríguez exige "prova de vida" do casal; governo decreta estado de "Comoção Exterior" e convoca resistência armada.
Fronteira com o Brasil: Passagem em Pacaraima (Roraima) foi fechada preventivamente; presidente Lula convocou reunião de emergência no Itamaraty.
Uma ofensiva militar coordenada pelos Estados Unidos em "larga escala" atingiu o território venezuelano na madrugada deste sábado (3), resultando na suposta captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. A operação, confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump e por fontes do Pentágono, marca o auge de uma escalada de tensões que se arrasta desde o segundo semestre de 2025.
Enquanto Washington prepara um julgamento histórico num tribunal federal em Manhattan, o governo venezuelano, sob o comando da vice-presidente Delcy Rodríguez e do ministro da Defesa Vladimir Padrino López, decretou estado de resistência total e exige provas de vida do casal presidencial.
A Operação Tática: Delta Force e Incursão Aérea
A captura foi executada por operadores da Delta Force (1st Special Forces Operational Detachment-Delta), a unidade de elite do Exército dos EUA especializada em contraterrorismo e alvos de "alto valor".
Logística: A operação utilizou helicópteros CH-47G Chinook de operações especiais, vistos sobrevoando Caracas em baixa altitude durante as explosões.
Cronologia do Ataque: Entre as 2h e 3h (Caracas), foram registadas pelo menos sete explosões em pontos nevrálgicos.
Alvos Primários: A Base Aérea de La Carlota e o Forte Tiuna (sede do Ministério da Defesa) foram os principais focos das incursões, resultando em colunas de fumaça visíveis em toda a capital e apagões sistemáticos na zona sul.
O Processo Judicial: Distrito Sul de Nova Iorque
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, confirmou que Maduro e Flores foram denunciados ao tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque. A justiça norte-americana acusa formalmente a cúpula venezuelana de liderar o que denomina como "Cartel de los Soles".
As acusações formais incluem:
Conspiração para Narcoterrorismo: Alegação de uso do tráfico de drogas para desestabilizar os EUA e financiar milícias.
Importação de Cocaína: Conspiração para introduzir toneladas da substância em solo norte-americano.
Arsenal Ilícito: Posse de metralhadoras, dispositivos explosivos e conspiração para o uso de armamento pesado.
"Em breve, eles enfrentarão toda a severidade da justiça americana em tribunais americanos", afirmou Bondi. A coletiva de Trump, agendada para as 13h (Brasília) em Mar-a-Lago, deve esclarecer se os prisioneiros já se encontram em solo norte-americano.
Reação de Caracas: Estado de "Comoção Exterior"
A resposta do governo bolivariano foi imediata. Delcy Rodríguez, em áudio transmitido pela rede estatal, classificou a situação como um desaparecimento forçado após uma agressão estrangeira. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, acionou o decreto de Comoção Exterior, que autoriza:
A mobilização integral das milícias e das Forças Armadas para a "luta armada".
O fecho de todas as rotas de comunicação terrestre e aérea consideradas sensíveis.
A denúncia do ataque perante o Conselho de Segurança da ONU como violação da Carta das Nações Unidas.
Contexto de Escalada e Geopolítica do Petróleo
A operação de 3 de janeiro de 2026 é o desfecho de uma série de eventos iniciados em agosto de 2025:
Recompensa: Washington ofereceram US$ 50 milhões pela captura de Maduro.
Baixas no Caribe: Desde setembro, bloqueios navais dos EUA contra petroleiros venezuelanos já haviam resultado em mais de 110 mortes.
Recursos Estratégicos: Especialistas e o governo venezuelano apontam que o interesse central da operação é o controlo das reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo, além de reservas minerais.
Impacto Regional e Fronteira com o Brasil
O Brasil, sob a presidência de Lula, reagiu com cautela e preocupação humanitária. O Itamaraty convocou uma reunião de emergência e a fronteira em Pacaraima (Roraima) foi encerrada preventivamente na manhã de hoje para evitar uma crise migratória desordenada.
Enquanto governos como o de Javier Milei (Argentina) celebraram o anúncio da captura, potências como Rússia e China condenaram o que classificaram como "agressão armada" contra um Estado soberano.
A situação permanece em desenvolvimento, com informações conflitantes entre a Casa Branca e o Palácio de Miraflores sobre o estado físico de Nicolás Maduro.










