Adolescente suspeito de matar cão Orelha pode ser internado após software desmentir álibi
- Andrei Nardi

- há 13 minutos
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A identificação do agressor foi confirmada por rastreamento de localização e análise de vestimentas apreendidas no aeroporto de Florianópolis
O adolescente apontado como autor das agressões que levaram à morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, teve o pedido de internação solicitado após ser desmentido por provas técnicas. O suspeito, que havia deixado o país após o crime em janeiro, foi interceptado no aeroporto e teve roupas e aparelhos eletrônicos apreendidos para perícia.
A confirmação da autoria ocorreu por meio de um software francês, que rastreou a localização exata do suspeito no momento do ataque, contradizendo o depoimento inicial de que ele estaria em um condomínio. Imagens de monitoramento e registros de portaria também confirmaram que o jovem saiu do local às 5h25min e retornou às 5h58min, período exato em que o cão foi agredido.
Além da morte de Orelha, a investigação identificou outros quatro adolescentes envolvidos em maus-tratos contra o cachorro Caramelo, também na mesma região. Três adultos foram indiciados por tentar coagir testemunhas durante o processo.
Provas Materiais
Entre os itens apreendidos que ligam o suspeito ao crime estão um boné rosa e um moletom, peças que aparecem nas filmagens da madrugada do ataque. Familiares teriam tentado ocultar as roupas durante a abordagem no aeroporto, mas o próprio adolescente admitiu a posse dos itens.
Orelha tinha 10 anos e era um animal comunitário cuidado por moradores e trabalhadores da Praia Brava. O caso gerou protestos em diversas cidades após o cão ser encontrado agonizando no início de janeiro.










