29 famílias de Getúlio Vargas receberão até R$ 30 mil pelo Programa Terra Forte
- Andrei Nardi

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Recursos do Fundo de Reconstrução do RS serão aplicados em recuperação de solos e resiliência climática nas propriedades
As 29 famílias de agricultores de Getúlio Vargas selecionadas para o Programa Terra Forte receberão até R$ 30 mil cada para investir em recuperação de solo, melhorias produtivas e adaptação às mudanças climáticas. Os recursos serão aplicados por meio do Cartão Cidadão, conforme diretrizes do programa coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do Estado. As famílias participaram de reunião de alinhamento na quarta-feira, 14 de janeiro, no Salão de Atos da Prefeitura.
O Programa Terra Forte é executado pela Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar), com investimento inicial de R$ 300 milhões do Fundo de Reconstrução do Rio Grande do Sul (Funrigs).
Propriedades divididas em três etapas
As 29 famílias beneficiadas foram organizadas em três etapas de execução lista de beneficiários. A primeira fase contempla dez propriedades, a segunda nove e a terceira outras dez, distribuídas entre atividades de pecuária de leite, pecuária de corte, grãos e olericultura em diferentes comunidades do interior. Também foram definidos seis suplentes, que poderão ser chamados em caso de eventual desistência.
As visitas técnicas e coletas de solo da primeira etapa tiveram início imediato, enquanto as etapas seguintes seguirão cronograma definido para os meses de março e junho. A metodologia prevê análises de solo em três profundidades, seguidas de diagnóstico completo das propriedades, abrangendo aspectos produtivos, ambientais e sociais.
Plano Individual define investimentos
A partir do diagnóstico será elaborado o Plano Individual de Ações Integradas (PIAI), documento técnico que orientará os investimentos e as práticas a serem adotadas em cada unidade produtiva. Com base nesse plano, os recursos financeiros serão liberados e carregados em cartão específico, com uso obrigatório conforme as diretrizes do programa.
O programa atende diretamente 15 mil unidades de produção familiar no Rio Grande do Sul e pode, por meio da difusão tecnológica, favorecer até 150 mil propriedades de forma indireta. A iniciativa foi criada como resposta às recorrentes estiagens, enchentes e eventos climáticos extremos registrados nos últimos anos no Estado.
Equipe municipal acompanha execução
A condução da reunião ficou sob responsabilidade da chefe do escritório da Emater de Getúlio Vargas, Denise Luithardt Klitzke, que destacou a importância de que cada núcleo familiar mantenha o titular responsável pela participação em todas as etapas. A equipe municipal responsável pela execução local do programa é composta por profissionais das áreas técnica agropecuária, social e administrativa, que realizarão visitas às propriedades e acompanhamento das ações ao longo dos próximos 24 meses.
A abertura da reunião contou com a participação do prefeito Pedro Paulo Prezzotto, do gerente regional adjunto da Emater/RS-Ascar, Laerth Suszek, e do gerente do Banrisul, Fernando Lazzari. Também esteve presente Andreza Soccol, representando a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento Agropecuário.










