[ÁUDIO] Olho Vivo | 23/06/2026 - Integrantes da CPI da Água de Getúlio Vargas detalham andamento de investigações e fiscalização de contrato
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Vereadores apresentam frentes de apuração e convocam comunidade para audiência pública em Getúlio Vargas
Os vereadores integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Água de Getúlio Vargas detalharam, nesta terça-feira, 23 de junho, o andamento dos trabalhos e as frentes de investigação da comissão sobre o saneamento local. Em entrevista ao programa Olho Vivo, da Rádio Sideral, os parlamentares abordaram a fiscalização do contrato de concessão, a análise do cumprimento de metas e os relatos da comunidade sobre a qualidade do abastecimento e faturas elevadas.
A comissão de investigação parlamentar, instaurada em 22 de maio, constatou que a prefeitura assinou o contrato com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) — hoje gerida pela empresa privada Aegea — em novembro de 2009, com vigência até novembro de 2034.
Faturas abusivas e falta de leitura
O secretário da CPI, vereador Jean Mazzotti (PL), classificou as cobranças recentes como um problema que "sangra o bolso do cidadão". Ele relatou o caso de uma moradora que recebeu faturas consecutivas de R$ 1.300, valor incompatível com o consumo padrão de uma residência e muito próximo do salário mínimo nacional.
Segundo os vereadores, o superfaturamento ocorre principalmente devido à falta de leituras físicas periódicas nos hidrômetros pela empresa concessionária, o que resulta em cobranças excessivas baseadas em estimativas de consumo imprecisas. Além disso, a população convive diariamente com a demora no reparo de vazamentos, buracos deixados abertos nas vias públicas após obras de manutenção e episódios frequentes de água turva, com alteração de cor, gosto e odor.
A comissão realiza reuniões ordinárias todas as segundas-feiras, às 13h30, na Câmara de Vereadores. O presidente da CPI, vereador Ademar Rigon (PP), destacou que a equipe de investigação já ouviu secretários municipais e técnicos da Vigilância Sanitária, os quais admitiram dificuldades de comunicação direta com a concessionária e desconhecimento dos termos do contrato original de concessão.
Perícia independente e convocação dos atingidos
A relatora da comissão, vereadora Luana Lanfredi (MDB), explicou que os parlamentares estão contratando uma perícia técnica independente para atestar a real qualidade da água distribuída nas torneiras das residências. Para encorpar as investigações, a comissão convoca todos os moradores prejudicados a entregarem na secretaria do Poder Legislativo cópias das últimas três a cinco faturas de consumo e uma foto nítida do seu hidrômetro para embasar o relatório final.
O próximo grande passo da investigação será uma audiência pública agendada para o dia 13 de julho, às 19h, no plenário da Câmara de Vereadores. Para o encontro, serão intimados a prestar esclarecimentos os diretores regionais da Aegea e o chefe do Poder Executivo municipal.



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