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Uso de canetas emagrecedoras é associado a mortes e casos de pancreatite aguda

  • Foto do escritor: Andrei Nardi
    Andrei Nardi
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Alerta da Anvisa abrange medicamentos com semaglutida e liraglutida após registro de 225 notificações de inflamação no pâncreas e seis óbitos suspeitos

Seis mortes suspeitas e 225 casos de pancreatite aguda foram associados ao uso de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, em alerta de farmacovigilância emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na segunda-feira, 9 de fevereiro. A medida foi motivada pelo aumento de notificações de episódios adversos, que incluem formas necrotizantes e fatais da inflamação.

Abrangência do alerta

O documento da agência reguladora inclui todos os medicamentos registrados no país que contenham as substâncias semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida. Entre as marcas comerciais citadas nas notificações estão Wegovy, Ozempic, Victoza, Saxenda, Rybelsus, Trulicity, Xultophy e Mounjaro.

A Anvisa ressalta que as notificações abrangem registros pós-comercialização e dados de estudos clínicos. Há também relatos de complicações vinculadas ao uso de produtos falsificados, irregulares ou manipulados. Apesar do alerta, a agência mantém a avaliação de que os benefícios terapêuticos das substâncias superam os riscos, desde que seguidas as indicações aprovadas em bula.

Sintomas e recomendações

A pancreatite aguda é uma reação adversa já prevista em bulas, mas o aumento recente de casos graves gerou o novo comunicado. Pacientes em tratamento devem monitorar sinais como:

  • Dor abdominal intensa e persistente (que pode irradiar para as costas);

  • Náuseas;

  • Vômitos.

A orientação técnica estabelece que, diante desses sintomas, o uso do medicamento deve ser interrompido e um médico consultado imediatamente para evitar a evolução do quadro para formas graves.

Cenário internacional

O posicionamento brasileiro ocorre após a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido emitir alerta semelhante na segunda-feira, 2 de fevereiro. A autoridade britânica classificou as complicações como pouco frequentes, mas destacou o risco de gravidade extrema em casos raros. No Brasil, o monitoramento pelo sistema VigiMed segue em curso para apurar a relação direta entre o uso dos fármacos e os óbitos registrados desde 2018.


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