Temporal deixa local de votação sem energia em Ipiranga do Sul, mas urna funciona com bateria
Em Estação, uma escola atingida precisou apenas mudar a sala de votação; 70ª Zona Eleitoral informou que o pleito começou normalmente nos dois municípios
O temporal que atingiu a região no fim da noite de sábado (3) provocou reflexos em locais de votação de Estação e Ipiranga do Sul, mas não impediu o início do primeiro turno das Eleições 2026 neste domingo (4). A 70ª Zona Eleitoral de Getúlio Vargas informou à Rádio Sideral que, em Estação, uma escola atingida precisou apenas mudar a sala utilizada para a votação. Em Ipiranga do Sul, um dos locais estava sem energia elétrica, mas os trabalhos começaram normalmente com a urna funcionando pela bateria interna.
A situação registrada em Ipiranga do Sul está prevista nos procedimentos da Justiça Eleitoral. A falta de energia elétrica não interrompe automaticamente a votação, porque a urna eletrônica possui bateria própria. No Rio Grande do Sul, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) informou neste domingo que presta suporte às seções afetadas pelas chuvas e que a falta de eletricidade, isoladamente, não exige a mudança do local de votação. O tribunal também dispõe de bateria extra para as seções e avalia remanejamentos quando os danos impedem o funcionamento do espaço.
A ocorrência ganha atenção na região após a tempestade com granizo, vento forte e quedas de árvores registrada na noite de sábado. Apesar dos danos, a informação repassada pela 70ª Zona Eleitoral no começo da manhã é de que, nos casos identificados em Estação e Ipiranga do Sul, não houve necessidade de transferir a votação para outro endereço.
O que acontece se uma urna apresentar defeito?
As regras para as Eleições 2026 estabelecem uma sequência de procedimentos antes de qualquer possibilidade de votação em papel. Se a urna falhar durante o dia, o presidente da mesa deve primeiro desligar e religar o equipamento. Se o problema continuar, uma equipe designada pela Justiça Eleitoral pode reposicionar a mídia de votação, substituir a mídia defeituosa ou trocar o equipamento por uma urna preparada para contingência.
A substituição da urna durante a votação é permitida pelas regras eleitorais. Os procedimentos foram desenvolvidos para preservar os votos que já haviam sido registrados e permitir a continuidade dos trabalhos na seção. As providências tomadas em caso de falha também devem ser registradas na ata da mesa receptora.
A votação com cédulas de papel é reservada para situações em que não seja possível continuar pelo sistema eletrônico, mesmo depois dos procedimentos de contingência. Se a seção começar a receber votos em cédulas, não poderá retornar à votação eletrônica naquele turno.
A possibilidade de problemas técnicos ou falta de luz, portanto, não significa cancelamento da votação. O próprio Tribunal Superior Eleitoral detalha os procedimentos de contingência para as urnas, que incluem equipamentos de substituição e, somente como último recurso, o uso de cédulas.


