Safra de grãos de 2025 deve atingir recorde de 341,9 milhões de toneladas
- Andrei Nardi

- 15 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Aumento de 16,8% sobre a safra de 2024 é impulsionado por soja e milho. Rio Grande do Sul se mantém como o quarto maior produtor nacional
A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar um recorde de 341,9 milhões de toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 16,8% em comparação com a safra de 2024. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 14 de outubro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).
O volume projetado é 49,2 milhões de toneladas superior ao obtido em 2024, quando a produção totalizou 292,7 milhões de toneladas. A área a ser colhida também deve crescer 3,0%, chegando a 81,4 milhões de hectares.
Fatores do crescimento
Segundo o gerente do LSPA, Carlos Barradas, o resultado recorde é explicado por uma combinação de fatores. "O clima benéfico durante a safra de verão e a segunda safra foi um fator determinante. Além disso, os produtores ampliaram as áreas de plantio e investiram mais nas lavouras, motivados por preços atrativos e boa rentabilidade no período", explicou.
Desempenho das principais culturas
A soja e o milho continuam sendo os principais produtos, somando 92,6% da produção nacional. A estimativa para a soja é de 165,9 milhões de toneladas, um aumento de 14,4% sobre 2024. Para o milho, a projeção é de 138,4 milhões de toneladas, um crescimento de 20,7%.
Outras culturas também apresentam projeção de alta na comparação anual:
Sorgo: 5,0 milhões de toneladas (+24,8%)
Arroz em casca: 12,4 milhões de toneladas (+17,2%)
Algodão herbáceo (em caroço): 9,8 milhões de toneladas (+10,6%)
Trigo: 7,8 milhões de toneladas (+3,6%)
Apenas a produção de feijão registrou uma estimativa de queda, com decréscimo de 0,5%.
Cenário no Rio Grande do Sul e no país
Todas as cinco grandes regiões do Brasil devem registrar crescimento na produção, com destaque para o Centro-Oeste, com alta de 21,6%. O estado de Mato Grosso lidera como maior produtor nacional, com 32,4% de participação.
O Rio Grande do Sul aparece como o quarto maior produtor, com 9,4% de participação no total nacional. A Região Sul, como um todo, deve registrar um crescimento de 9,5% na safra. Apesar do resultado anual positivo, na comparação com a estimativa de agosto, o estado gaúcho apresentou uma variação negativa de 28.785 toneladas.
A próxima divulgação do LSPA, com o primeiro prognóstico para a safra de 2026, está agendada para 13 de novembro.









