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RS tem mais de 30 mil testes de coronavírus que vencem no fim de dezembro

No Brasil, 6,8 milhões de testes estão prestes a vencer. Ministério da Saúde diz que aguarda estudos que indiquem a viabilidade de prorrogar a data de vencimento

O Rio Grande do Sul possui 31,9 mil testes de coronavírus com vencimento para 31 de dezembro de 2020, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. No Brasil, são mais de 6,8 milhões de testes prestes a vencer.


Segundo o órgão, o Laboratório Central do Estado (Lacen/RS) possui hoje insumos para cerca de 70 mil testes de PCR. Por dia, são realizadas até 800 amostras.


O restante da demanda é encaminhada para análise em laboratórios fora do estado (no Rio de Janeiro e Paraná). Com esse projeto, outras 3 mil amostras por dia são realizadas de pessoas com síndrome gripais do RS.


A secretaria destaca ainda que, apesar da quantidade de exames em estoque ser próxima do estimado de uso até o final do ano no Lacen, o órgão aguarda o posicionamento do Ministério da Saúde sobre a utilização dos insumos com o prazo de validade estendido, após a validação da Agência Nacional de Vigilância Sanitára (Anvisa).


O ministério informou por meio de nota, no domingo (22), que espera receber, ainda esta semana, estudos de "estabilidade estendida" para os testes estocados, ou seja, estudos que indiquem a viabilidade de prorrogar essa data de vencimento.


"Esses estudos serão analisados pela Anvisa, que é a agência que concede o registro de utilização do produto. Uma vez concedido esse parecer técnico, o Ministério da Saúde elaborará uma nota informativa quanto à extensão da validade e segurança da utilização dos testes", diz o governo.


Nota do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informa que a exemplo do que ocorreu com outros lotes de testes utilizados em outros países, devem chegar ao Brasil, ainda esta semana, estudos de estabilidade estendida para os testes que a pasta tem em estoque.
A empresa Seegene, fornecedora dos testes ao MS, já está em contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o envio dos estudos, assim que disponibilizados pelo fabricante.
Esses estudos serão analisados pela Anvisa, que é a agência que concede o registro de utilização do produto.
Uma vez concedido esse parecer técnico, o Ministério da Saúde elaborará uma nota informativa quanto à extensão da validade e segurança da utilização dos testes.
O Ministério da Saúde esclarece ainda que diante do ineditismo e imprevisibilidade da doença no Brasil e no mundo, não mediu esforços para garantir testes diagnósticos para COVID-19 à sua população. A pasta investiu na aquisição de testes e na estruturação da rede de laboratórios públicos do Brasil, além da implantação de 4 plataformas de alta testagem para dar suporte laboratorial aos estados e municípios quando a capacidade de produção dos laboratórios estaduais chegasse ao seu limite.
Cabe ressaltar que os testes RT-qPCR são distribuídos de acordo com as demandas dos estados e que o Ministério se mantém à disposição dos entes para dar suporte às ações de monitoramento, diagnóstico, tratamento e acompanhamentos dos casos, além de incentivar as ações de prevenção e assistência precoce nos serviços de saúde do SUS.
A pasta vem garantindo a disponibilidade de testes RT-qPCR para todo o país, permitindo que o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) possa procurar o serviço de saúde e ter garantido o seu teste, quando prescrito pelo profissional de saúde.
O Brasil já testou mais de 10.491.142 pessoas, sendo 5.043.469 testes RT-qPCR realizados, dos 9.317.356 milhões de testes RT-qPCR distribuídos para os Laboratórios públicos dos Estados.
É importante esclarecer ainda que o RT-qPCR não é a única forma de diagnóstico da doença. A análise clínica e o tratamento precoce são as estratégias que mais contribuem para impedir a evolução e possíveis complicações decorrentes da Covid-19, sendo complementares aos testes de diagnóstico.
A pasta ressalta que nenhum teste de RT-qPCR perdeu sua validade e os mesmos estão prontos para serem utilizados conforme demanda dos estados e municípios, em consonância com a gestão do SUS, que é tripartite.
Por fim, é importante destacar que a imprensa tem um papel importante em informar a população sobre os locais e serviços de saúde disponíveis em todo o país. E reforçar a importância de procurar uma unidade de saúde assim que aparecer o primeiro sintoma da doença.

Fonte: G1 RS

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