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Rio Grande do Sul confirma primeira morte por dengue em 2026

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Vítima era uma idosa de 83 anos residente em Jacutinga; Estado registra queda de casos em relação ao mesmo período de 2025

O Rio Grande do Sul registrou o primeiro óbito por dengue em 2026. A confirmação foi feita na sexta-feira (17) pela Secretaria da Saúde (SES), por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). A vítima era uma mulher de 83 anos, com comorbidades, residente no município de Jacutinga, no Norte do Estado. O falecimento ocorreu na quarta-feira (15).

Até o momento, o Estado contabiliza 596 casos confirmados da doença neste ano. O índice representa uma redução em comparação ao mesmo período de 2025, quando o território gaúcho somava 20.573 casos e 13 mortes até a 15.ª Semana Epidemiológica.

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A autoridade sanitária estadual alerta que a identificação precoce é determinante para evitar o agravamento do quadro clínico, especialmente em grupos de risco como idosos, gestantes e pessoas com doenças prévias (comorbidades). Os principais sintomas da dengue incluem:

  • Febre alta (com duração de dois a sete dias);

  • Dor atrás dos olhos (dor retroorbital);

  • Dor de cabeça, no corpo e nas articulações;

  • Mal-estar geral, náuseas, vômitos ou diarreia;

  • Manchas vermelhas na pele, acompanhadas ou não de coceira.

A transmissão ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada. As recomendações técnicas para controle do vetor envolvem:

  • Vedação de caixas d’água e reservatórios;

  • Desobstrução de calhas, ralos e lajes;

  • Remoção de recipientes que acumulem água (pneus, garrafas, latas e vasos);

  • Uso de telas em portas e janelas e aplicação de repelentes em áreas de transmissão.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atualmente a vacina Qdenga (Takeda Pharma) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O esquema exige duas doses com intervalo de três meses.

Paralelamente, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição da vacina Butantan-DV, imunizante brasileiro de dose única produzido pelo Instituto Butantan. No Rio Grande do Sul, as primeiras doses desta nova vacina são destinadas aos profissionais das equipes de Atenção Primária em Saúde (APS).

A ampliação para o público geral será gradual, iniciando pelos cidadãos com 59 anos e avançando regressivamente até os 15 anos, conforme a disponibilidade de estoque.

Embora os números atuais indiquem queda, o mês de abril é historicamente o período de maior circulação do vírus no Estado. Confira a evolução dos dados nos últimos anos:

Ano

Casos confirmados (até semana 15)

Óbitos (até semana 15)

Total do Ano (Casos/Óbitos)

2026

596

1

2025

20.573

13

52.794 / 53

2024

11.153

147

209.669 / 281

2023

12.140

22

38.737 / 54

2022

36.753

37

67.349 / 66

A série histórica aponta que 2024 foi o ano com maior incidência e mortalidade por dengue no Rio Grande do Sul. Os dados atualizados podem ser consultados no painel oficial da Secretaria da Saúde.


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