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Reajuste de medicamentos que começaria a valer nesta quarta-feira (1º/4) é adiado


O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (31) que o governo suspenderá por dois meses os reajustes de medicamentos no país. Começaria a valer no dia 1º de abril a nova tabela de preços máximos dos medicamentos de uso contínuo ou usados no tratamento de doenças graves. Este ano, foram estipuladas três faixas de reajuste, de acordo com os níveis de concentração de genéricos (concorrentes desses remédios) no mercado.


O governo ainda não divulgou os percentuais, mas a Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (Cmed), responsável por calcular o aumento, informou que a média será de 4%. Os medicamentos e os itens ligados ao tratamento do Covid-19, porém, não terão preços corrigidos.


Segundo estimativas do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), para medicamentos cujo mercado tem pouca concorrência de genéricos, a alta será de 3,23%. Para aqueles de concentração moderada, o aumento será de 4,22%. E para os medicamentos com maior concorrência, o reajuste será de 5,21%. Os cálculos foram feitos com base na fórmula da Cmed que define o reajuste anual.


Vale destacar, no entanto, que em 2019 a entidade não concedeu três faixas diferentes de aumento. Adotou apenas um reajuste linear, ou seja, um percentual único para as três faixas.


Quais são os medicamentos


Entram na lista de medicamentos com reajuste controlado pela Cmed antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos, vasodilatadores e ansiolíticos (usados no tratamento de depressão e ansiedade). Os fitoterápicos e homeopáticos, por sua vez, têm preços liberados.


Os medicamentos classificados na faixa 1 são aqueles em que seus concorrentes genéricos têm participação em faturamento igual ou superior a 20%. Na faixa 2, os genéricos têm de 15% a 20% do mercado. Na faixa 3, os genéricos respondem por menos de 15%


Outros componentes da fórmula de cálculo são o impacto da energia elétrica, as oscilações do câmbio e a inflação do período — protagonista no cálculo deste ano.


Sindicato não acredita em reajuste imediato de todas as redes


Caso a projeção do Sindusfarma se confirme, o aumento médio ponderado seria de 4,08%, mas o sindicato acredita que isso não acarretará aumentos automáticos nem imediatos em farmácias e drogarias, tendo como base o comportamento dos preços nos últimos anos.


A entidade aponta que, em 2019, a inflação de medicamentos foi de 2,84%, ficando abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,31%.


"Isto ocorreu porque a indústria farmacêutica manteve preços e não repassou o reajuste integral autorizado pelo governo, de 4,33%, devido à forte concorrência entre as empresas do setor e à oferta de inúmeros produtos para tratamento da mesma enfermidade", explica o sindicato.


Fonte: Jornal Extra

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