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Protesto por segurança nas escolas em Getúlio Vargas cobra ações permanentes; prefeitura anuncia processo seletivo para a contratação de vigilantes

  • Foto do escritor: Andrei Nardi
    Andrei Nardi
  • 9 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Pais e professores foram às ruas após tragédia em Estação; prefeito explica que impasse judicial impede solução definitiva e anuncia abertura de processo seletivo de vigilantes

Motivados pela tragédia na cidade vizinha de Estação, cerca de 40 pais, professores e funcionários foram às ruas de Getúlio Vargas na manhã desta quarta-feira, 9 de julho, para cobrar mais segurança nas escolas. Após uma caminhada da Praça General Flores da Cunha até a prefeitura, os manifestantes foram recebidos pelo prefeito Pedro Paulo Prezzotto e pela secretária de Educação, Luciane Spanhol Bordignon.

A administração municipal anunciou a abertura imediata de um processo seletivo para contratar vigilantes, ao mesmo tempo que revelou um impasse judicial que impede, no momento, uma solução definitiva para a segurança armada nas escolas.

“Nas escolas não tem segurança”

O protesto, que começou por volta das 8h30, reuniu a comunidade escolar com cartazes e gritos de "segurança". O principal temor, expresso pelos participantes, é que as medidas de reforço anunciadas pela prefeitura sejam apenas temporárias.

“Nós estamos aqui numa forma de também reivindicar essa questão da segurança nas escolas”, afirmou Dair, pai de um aluno na rede municipal de Getúlio Vargas, em entrevista à Rádio Sideral. “A gente tem a preocupação que isso [o reforço] seja por uns dias, quem sabe. O que nós estamos reivindicando aqui é a segurança permanente nas escolas, tanto nas estaduais, como nas municipais, quanto nas creches”.

Ele apontou uma aparente disparidade na distribuição da segurança pública no município. “Tem segurança na prefeitura, tem guarda. Nos postos de saúde tem guarda. Na própria praça municipal tem guarda. E nas escolas não tem guarda, não tem segurança”, comparou o pai, afirmando que o grupo permaneceria no local até obter uma resposta.

A resposta da prefeitura e o entrave judicial

Ao se dirigir aos manifestantes, o prefeito Pedro Paulo Prezzotto anunciou a solução imediata encontrada pela gestão. “Hoje mesmo, hoje à tarde, já estaremos abrindo o processo seletivo para contratar vigilantes por tempo determinado, para que nós possamos dar a maior segurança aos munícipes e às crianças que vão nas nossas escolas”, afirmou.

Prezzotto explicou que a contratação de uma empresa de segurança privada de forma permanente está bloqueada por um entrave judicial. “Houve uma decisão judicial de que aquela empresa que ganhou [a licitação] não poderia trabalhar. E esse processo está no Fórum de Getúlio Vargas. O município não pode fazer outra licitação até que se resolva essa questão”, detalhou.

Planejamento e diálogo

A secretária de Educação, Luciane Spanhol Bordignon, ressaltou que o diálogo com a comunidade é bem-vindo e que a gestão trabalha com um planejamento estratégico para além das ações emergenciais. “Temos perspectivas, objetivos a serem alcançados a curto, médio e longo prazo”, disse, lembrando que as escolas já contam com medidas como câmeras de monitoramento e portas fechadas.

Após a conversa, o prefeito e a secretária se dirigiram a uma reunião com todos os diretores da rede municipal para dar continuidade à revisão dos protocolos de segurança.

Entrevista com pai, Dair
Entrevista com Prefeito, Pedro Paulo Prezzotto, e secretária da Educação, Luciane Spanhol Bordignon

Fotos: Andre Nardi / Grupo Sideral de Rádios

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