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PRF testará radares com Inteligência Artificial no RS para identificar até 82 infrações

  • 11 de mai.
  • 2 min de leitura

Equipamentos detectam uso de celular e consumo de chimarrão ao volante; multas dependem da validação de policiais em central de monitoramento

A Polícia Rodoviária Federal instalará sistemas de videomonitoramento com Inteligência Artificial nas rodovias do Rio Grande do Sul. O equipamento detecta até 82 infrações de trânsito diferentes, incluindo condutas dos ocupantes dentro dos veículos, como o uso de celular e o consumo de chimarrão ao volante.

A tecnologia funcionará como ferramenta de apoio durante um período de testes de 180 dias. A corporação afirma que não haverá geração automática de multas. As imagens e alertas serão enviados em tempo real para uma central de monitoramento, onde um policial fará a análise e a validação antes de aplicar a penalidade.

O sistema reconhece condutas irregulares, como a falta de cinto de segurança, ultrapassagens pelo acostamento ou pela direita, recusa de passagem na faixa da esquerda e motociclistas sem capacete. O consumo de chimarrão é enquadrado pela fiscalização na proibição de conduzir o veículo sem manter as duas mãos no volante.

Os radares foram doados por quatro empresas, sendo uma delas do Rio Grande do Sul. As fornecedoras também assumirão o treinamento dos operadores da PRF e a manutenção dos sistemas. Após a corporação definir os trechos contemplados, as empresas terão 90 dias para instalar os equipamentos.

A PRF informou que as imagens captadas não ficarão gravadas. A corporação baseia-se na Resolução n.º 909/2022 do Conselho Nacional de Trânsito, que não exige o arquivamento das gravações. Os motoristas autuados mantêm o direito aos procedimentos legais de defesa e recurso.

Um sistema semelhante já opera na rodovia BR-101, no Espírito Santo. Conforme os dados da PRF, o equipamento registrou mais de 430 infrações no primeiro mês de funcionamento naquele estado, com a maioria das ocorrências relacionada à falta do uso do cinto de segurança.

Foto: Gustavo Roth/EPTC
Foto: Gustavo Roth/EPTC

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