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Preço de medicamentos sobe após autorização de reajuste de até 3,81%

  • 1 de abr.
  • 2 min de leitura

Novos valores entraram em vigor na terça-feira (31); especialistas indicam estratégias de pesquisa e programas de desconto para reduzir impacto no orçamento

O governo federal autorizou o reajuste anual no preço de medicamentos, com índices que variam entre 1,13% e 3,81%. A decisão, estabelecida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), foi publicada na edição de ontem, terça-feira (31), do Diário Oficial da União, permitindo a aplicação imediata dos novos valores pelas farmácias e drogarias.

O aumento é regulado pela Lei 10.742, de 2003. Conforme a legislação, determinadas classes de produtos não são submetidas obrigatoriamente a este reajuste anual. É o caso de medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e remédios isentos de prescrição (MIPs) que possuam alta concorrência no mercado.

Estratégias para controle de gastos

Com os novos preços já em vigor, consumidores podem adotar medidas para mitigar o impacto financeiro. De acordo com o professor Gustavo Frio, da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a organização e a pesquisa são fundamentais para o controle de gastos no longo prazo.

As principais recomendações para economia incluem:

  • Pesquisa de mercado: comparar valores entre diferentes redes e farmácias independentes de bairro.

  • Planejamento de estoque: adquirir medicamentos de uso contínuo e manter uma tabela de controle de custos para identificar variações entre estabelecimentos.

  • Programas públicos e privados: verificar a disponibilidade de itens no programa Farmácia Popular do governo federal, além de consultar se planos de saúde oferecem subsídios.

  • Descontos diretos: cadastrar-se em programas de fidelidade de laboratórios e questionar atendentes sobre promoções específicas para medicamentos genéricos.

Posicionamento do setor farmacêutico

Empresas do setor confirmam que o repasse do aumento depende dos custos de estoque e da estratégia de competitividade de cada unidade. O diretor-executivo do Grupo Panvel, Roberto Coimbra, afirma que o reajuste será aplicado apenas aos itens que sofreram elevação no custo de aquisição. A rede mantém campanhas específicas para produtos genéricos em dias determinados.

A rede Agafarma informou, em nota, que o reajuste é um movimento esperado pelo setor e que as lojas não conseguem absorver os custos por períodos prolongados, sob o risco de comprometer a sustentabilidade da operação. A empresa afirma que comunica previamente os clientes para permitir o planejamento das compras.

Já a rede Farmácias Associadas esclareceu que, por operar sob o modelo de associativismo, as unidades possuem autonomia para definir seus próprios preços. Segundo a empresa, as farmácias independentes associadas buscam manter a competitividade local por meio de negociações conjuntas e marketing cooperado.

Joédson Alves/Agência Brasil
Joédson Alves/Agência Brasil

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