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Pastagens crescem com chuvas e calor no Rio Grande do Sul

  • Foto do escritor: Andrei Nardi
    Andrei Nardi
  • 12 de jan.
  • 3 min de leitura

Desenvolvimento vigoroso das forrageiras melhora alimentação dos rebanhos bovinos e ovinos; temperaturas altas exigem ajustes no manejo do gado leiteiro

As pastagens apresentam bom desenvolvimento em grande parte do Rio Grande do Sul, impulsionadas por chuvas regulares, umidade adequada do solo e temperaturas elevadas nas últimas semanas. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar em 8 de janeiro, as plantas responderam bem às adubações de cobertura, com rebrota vigorosa e aumento de massa verde.​

Tanto as áreas de campo nativo quanto as pastagens cultivadas (chamadas de pastagens implantadas) estão em fase de crescimento, com melhora na oferta e na qualidade da forragem para os rebanhos.​

Desenvolvimento por região​

Na região de Bagé, as pastagens de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão cresceram bem devido à umidade e à radiação solar. As áreas plantadas de forma escalonada (em datas diferentes) já estão disponíveis para o gado, e as áreas mais novas serão liberadas para pastejo a partir da segunda quinzena de janeiro.​

Em Hulha Negra e Aceguá, as pastagens de trevo e cornichão (leguminosas forrageiras) oferecem volume satisfatório para pastejo direto, fenação (produção de feno) ou colheita de sementes.​

Nas regiões de Ijuí, Frederico Westphalen, Pelotas e Santa Maria, as forrageiras anuais e perenes de verão produziram alta quantidade de massa verde com boa qualidade, além de rebrota rápida após o pastejo. Em Soledade, o campo nativo apresenta desenvolvimento de leguminosas nativas, com destaque para o pega-pega, que possui bom valor proteico e está disseminando sementes.​

Bovinocultura de corte​

Os rebanhos bovinos apresentam boas condições de escore corporal (medida da reserva energética do animal) como reflexo da disponibilidade e qualidade das pastagens. O gado ganhou peso após as chuvas do período, e a comercialização de gado gordo, terneiros e vacas de descarte reduziu a pressão de pastejo em algumas propriedades.​

A incidência de ectoparasitas (parasitas externos) como carrapatos e mosca-dos-chifres aumentou, tornando o controle sanitário uma prática constante. O manejo reprodutivo está em andamento na maioria das regiões, com monta natural, inseminação artificial e repasse com touros.​

Na região de Erechim, o uso de volumosos conservados (silagem, feno) e rações diminuiu com a retomada do pastejo direto, reduzindo os custos. Em Soledade, os rebanhos estão em período reprodutivo, com monta natural, inseminação artificial e IATF (inseminação artificial em tempo fixo), e o período de parição está em fase final.​

Bovinocultura de leite​

As temperaturas elevadas e a alta umidade exigiram ajustes no manejo dos rebanhos e maior atenção aos aspectos sanitários e de higiene na ordenha. Em diversas regiões, produtores adotaram estratégias para reduzir o estresse térmico, como adequação dos horários de pastejo, uso de ventilação e aspersão, além de suplementação alimentar nas horas mais quentes.​

A oferta de forragem de boa qualidade contribuiu para manter a produção e a saúde dos animais em parte das regiões, mas houve alguns registros de redução na produção em situações de estresse térmico mais intenso.​

Na região de Caxias do Sul, em propriedades com sistema a pasto, os produtores ajustaram os horários de pastejo para as primeiras horas da manhã e o final da tarde, atrasaram a ordenha matinal e anteciparam a ordenha da tarde. Nos períodos mais quentes, as vacas receberam suplementação com silagem e ração em cochos cobertos.​

Ovinocultura​

O estado sanitário e o escore corporal dos animais estão adequados como reflexo da disponibilidade de pastagens de boa qualidade. As condições de calor e umidade favoreceram a ocorrência de problemas sanitários, exigindo maior atenção dos produtores em relação a verminoses, doenças de casco e ectoparasitos.​

Na região de Santa Rosa, os cordeiros ganharam peso rapidamente devido à oferta de forragem nas áreas de campo nativo. Há relatos sobre doenças de casco, sobretudo em rebanhos localizados em áreas mais baixas e sem estruturas elevadas para diminuir o encharcamento das patas. Em Soledade, produtores fazem a seleção de borregas (ovelhas jovens) e ovelhas para a próxima temporada reprodutiva, além da aquisição e preparo dos carneiros para o período de monta.​

Mais informações​

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar é divulgado semanalmente e está disponível no site da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (www.agricultura.rs.gov.br).


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