Novas regras de arbitragem entram em vigor na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro
- há 2 dias
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Determinações da Confederação Brasileira de Futebol trazem limites de tempo para reposições de bola, restrição de diálogo com árbitros e revisão do VAR para segundo cartão amarelo
As novas regras de arbitragem definidas para o futebol nacional passam a ser aplicadas nas partidas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil a partir de agosto. A determinação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) abrange os jogos da sequência da temporada, incluindo os confrontos das quartas de final do torneio nacional marcados para os dias 27 de agosto e 3 de setembro, às 20h.
Alterações na reposição de bola e controle de tempo
As modificações estabelecem limites estritos de tempo para evitar paralisações prolongadas durante o jogo:
Posse de bola do goleiro: a contagem de oito segundos pelo árbitro começa a partir do quinto segundo. Se o limite for excedido, a punição passa a ser tiro de canto para a equipe adversária, em substituição ao antigo tiro livre indireto.
Cobrança de arremesso lateral: caso o árbitro identifique atraso intencional, inicia contagem de cinco segundos. O desrespeito ao tempo limite resulta na reversão da cobrança para o adversário.
Cobrança de tiro de meta: sob identificação de atraso proposital, o árbitro aplica a contagem de cinco segundos. Permanecendo a demora, a penalidade é o envio da bola para tiro de canto a favor do adversário.
Saída em substituições: o atleta substituído deve deixar o gramado pelo ponto mais próximo da linha lateral. Caso a saída demore mais de 10 segundos, o jogador substituto precisa aguardar um minuto fora de campo antes de entrar.
Diretrizes para atendimento médico e conduta de atletas
A regulamentação também altera os procedimentos para assistência a jogadores e punições por conduta antidesportiva:
Atendimento médico a jogadores de linha: o atleta que necessitar de atendimento em campo deve permanecer fora das quatro linhas por um minuto após a retomada da partida. A exigência não se aplica a casos de lesão grave, choque na cabeça, penalidade máxima na qual o jogador atingido seja o cobrador, colisão entre dois atletas da mesma equipe ou choque entre o goleiro e um jogador de linha.
Atendimento médico ao goleiro: quando o goleiro receber atendimento em campo, um jogador de linha escolhido pelo técnico ou pelo capitão deve cumprir um minuto fora do gramado. A contagem tem início com a retomada da partida.
Proibição de cobrir a boca: o atleta que cobrir a boca durante discussões ou para provocar adversários será punido com cartão vermelho direto, independentemente do teor do que for dito.
Restrição de diálogo com o árbitro: ao fazer o sinal com os punhos cerrados e cruzados acima da cabeça, o árbitro autoriza o diálogo exclusivo com os capitães de cada equipe. Se o capitão for o goleiro, o time deve indicar outro atleta de linha para a conversa. Desobediências são punidas com cartão amarelo.
Revisão do Árbitro de Vídeo (VAR) em cartões amarelos: O segundo cartão amarelo passa a ser passível de revisão pelo sistema de vídeo quando houver erro claro. Se a advertência for cancelada pelo Árbitro de Vídeo (VAR), o jogador permanece na partida.

Kin Saito / CBF/Divulgação




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