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Médico Leandro Boldrini tem registro profissional cassado pelo Conselho Federal de Medicina

  • Foto do escritor: Andrei Nardi
    Andrei Nardi
  • 13 de fev. de 2025
  • 1 min de leitura

Decisão foi tomada por unanimidade após recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) cassou nesta terça-feira, 11/02, o registro profissional do médico Leandro Boldrini. A decisão inédita ocorreu em Brasília, no julgamento de um processo ético-disciplinar solicitado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Foi a primeira vez que um Ministério Público atuou administrativamente junto aos conselhos de medicina. A votação contou com a participação de 25 conselheiros e foi unânime.

Boldrini cumpre pena em regime semiaberto após ser condenado a mais de 31 anos de prisão pelo assassinato do filho, Bernardo Boldrini, em 2014, na cidade de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul.

Recurso e decisão do CFM

Em novembro de 2023, o médico foi absolvido em um processo disciplinar conduzido pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS), o que permitiu que ele continuasse exercendo a profissão. Diante da absolvição, o MPRS recorreu ao CFM, encaminhando uma petição de habilitação no processo ético-profissional.

A promotora de Justiça Alessandra Moura Bastian da Cunha, coordenadora do Centro de Apoio Operacional Criminal e de Acolhimento às Vítimas (CAOCRIM), realizou a sustentação oral em defesa da cassação do registro, alegando que Boldrini utilizou seus conhecimentos médicos para a prática do crime.

O dia de hoje é emblemático em busca de justiça para o menino Bernardo Boldrini. A sociedade gaúcha, e especialmente Bernardo, necessitavam que o MPRS entrasse nessa briga. Conseguimos demonstrar que o médico contribuiu e planejou o homicídio do filho e utilizou seus conhecimentos de medicina para esse intento”, afirmou Alessandra Cunha.


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