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Municípios da região discutem medidas para enfrentar estiagem e avaliam decreto de emergência

  • Foto do escritor: Andrei Nardi
    Andrei Nardi
  • 19 de fev.
  • 3 min de leitura

Quebra da safra de soja pode chegar a 50%, e produtores enfrentam dificuldades financeiras

A estiagem severa que atinge Getúlio Vargas e municípios vizinhos foi pauta de uma reunião emergencial realizada na manhã desta quarta-feira, 19/02, no gabinete do prefeito Pedro Paulo Prezzotto. O encontro, solicitado pelo Conselho de Desenvolvimento Agropecuário de Getúlio Vargas (CDAGRO), reuniu lideranças municipais e representantes do setor produtivo para avaliar os impactos da seca e debater possíveis medidas de enfrentamento à crise hídrica.

Participaram da reunião os prefeitos de Estação, Geverson Zimmermann; Sertão, Homero Fochesatto; e Floriano Peixoto, Jair Antônio Ostrowski, além de secretários municipais das áreas de agricultura, desenvolvimento econômico, meio ambiente, obras e fazenda. Também estiveram presentes representantes de entidades como ACCIAS, CDL, Sindicato Rural, Sutraf, Secretaria de Agricultura do Estado e membros do CDAGRO.

A condução do encontro ficou a cargo do presidente do conselho, Renato Mores, extensionista da Emater, que apresentou um panorama da situação e as dificuldades enfrentadas pelos produtores.

Impactos da estiagem na produção agrícola

Os relatos apresentados na reunião evidenciaram um cenário preocupante para a economia agrícola da região. A falta de chuvas e as temperaturas elevadas têm causado perdas significativas nas lavouras e na pecuária, afetando diretamente a produção e os custos dos produtores.

"O estresse hídrico e térmico está prejudicando não apenas o desenvolvimento das lavouras, mas também a produtividade do gado leiteiro. O impacto financeiro será grande, refletindo em toda a cadeia produtiva e no comércio local", afirmou Renato Mores.

As estimativas iniciais apontam que a quebra da safra de soja pode chegar a 50%, com possibilidade de perdas ainda maiores caso o período seco persista. Na produção leiteira, o déficit de pastagem tem impactado a alimentação do gado, resultando em redução na produção e aumento dos custos de manutenção dos rebanhos.

Outro ponto abordado foi a dificuldade dos produtores em manter seus compromissos financeiros, considerando os investimentos realizados nos últimos anos.

"Muitos produtores adquiriram maquinário e expandiram suas lavouras. Agora, com a quebra da safra e os preços em queda, há preocupação sobre a capacidade de pagamento desses financiamentos", pontuou um dos participantes.

Possibilidade de decreto de emergência

Diante da gravidade da situação, os prefeitos discutiram a possibilidade de decretar situação de emergência, o que facilitaria o acesso a recursos estaduais e federais, além de permitir a prorrogação de dívidas dos produtores.

No entanto, alguns gestores sugeriram aguardar a consolidação de laudos técnicos para fundamentar a medida de forma mais robusta.

"Já estamos colhendo dados para embasar um possível decreto. A Emater está realizando os laudos, mas é importante que a decisão seja tomada em conjunto, para que todos os municípios reivindiquem apoio de forma unificada", destacou o prefeito de Estação, Geverson Zimmermann.

Durante a reunião, também foi sugerido que um representante da Defesa Civil estadual seja convidado para esclarecer critérios de homologação dos decretos.

Medidas a curto e longo prazo

Além das ações emergenciais, os participantes discutiram estratégias para reduzir os impactos de futuras estiagens, como ampliação de programas de irrigação, incentivo à conservação do solo e melhorias na captação e armazenamento de água.

"Precisamos fazer o decreto. A decisão cabe aos prefeitos, e precisamos definir juntos o que será feito. Nossa região enfrenta uma crise grave, e a estiagem não vai acabar amanhã. O impacto será sentido não apenas no campo, mas em todo o comércio e na arrecadação dos municípios", afirmou o prefeito de Getúlio Vargas, Pedro Paulo Prezzotto.

A reunião foi encerrada com a definição de um novo encontro na segunda-feira, 24/02, quando será feita uma avaliação da evolução da situação e a decisão sobre o decreto de emergência. Até lá, os municípios seguirão coletando dados e monitorando as previsões climáticas para embasar as próximas ações.

Divulgação / Prefeitura de Getúlio Vargas
Divulgação / Prefeitura de Getúlio Vargas

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