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Mulher que alegava ser noiva de Brad Pitt diz à polícia que caso era brincadeira

  • Foto do escritor: Andrei Nardi
    Andrei Nardi
  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

Moradora de São Valentim registrou boletim de ocorrência na segunda-feira; investigação de estelionato foi descartada por falta de prejuízo financeiro

A moradora de São Valentim que alegava estar noiva do ator Brad Pitt afirmou à Polícia Civil, por meio de um boletim de ocorrência, que a história era uma brincadeira com o filho, de 12 anos. O esclarecimento ocorreu na delegacia do município na tarde de segunda-feira, 5 de janeiro, após o relato repercutir nas redes sociais.

O caso ganhou repercussão nos últimos dias com a circulação de vídeos da abordagem ocorrida na quarta-feira, 24 de dezembro, quando a mulher foi parada pela Brigada Militar em frente ao aeroporto de Erechim. Na ocasião, ela afirmou que aguardava o pouso do ator americano para o casamento de ambos, após supostas conversas por chamadas de vídeo que teriam iniciado dois meses antes

No boletim de ocorrência, a mulher justificou que manteve a versão inicial com os policiais para não entrar em contradição, mas admitiu que as informações não são verdadeiras.

A abordagem no aeroporto

Na noite de Natal, policiais militares estranharam a presença de um veículo estacionado no aeroporto de Erechim, que é de pequeno porte e não possuía voos programados para o horário. Durante a averiguação, a mulher relatou que o ator ficaria hospedado em um hotel da região antes de seguirem para São Valentim.

"Tenho certeza de que falei com o Brad Pitt porque conversei várias vezes com ele por videochamada. Não tem como outra pessoa falar comigo. Agora, se ele está vindo mesmo para cá...", declarou a mulher aos policiais no momento da abordagem. Na ocasião, os agentes alertaram sobre o risco de crimes como sequestro e roubo.

Investigação e alerta sobre IA

De acordo com o delegado de São Valentim, Germano Alves de Lima, não há investigação em andamento. Como a mulher declarou não ter sofrido prejuízo financeiro, a hipótese de estelionato foi descartada.

"Aguardaremos fatos novos para dar continuidade a uma investigação. Conforme as informações prestadas, o golpe não ocorreu e não houve representação para instaurar o inquérito, medida necessária em casos de estelionato", explicou o delegado.

A autoridade policial e a Brigada Militar reforçaram o alerta para o uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA), que podem simular rostos e vozes em tempo real (deepfakes) para tornar fraudes virtuais mais convincentes. A possibilidade de responsabilização da mulher por falso testemunho ainda será analisada.


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