Julgamento do caso de injúria racial no Gauchão de Futsal é adiado pelo STJD
- Andrei Nardi

- 11 de fev.
- 2 min de leitura
Guarany de Espumoso deve recorrer, e nova data para a audiência ainda não foi definida
O julgamento sobre o caso de injúria racial ocorrido durante a semifinal do Gauchão de Futsal 2024 foi adiado pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que havia marcado a audiência para esta terça-feira (11/02). O adiamento ocorreu porque o Guarany, de Espumoso, ainda está dentro do prazo para recorrer da decisão. Segundo o advogado do clube, o recurso deverá ser protocolado nos próximos dias.
O caso chegou ao STJD a pedido do Atlântico, de Erechim, que discordou da decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), em segunda instância, que determinava a retomada da partida da semifinal contra o Guarany, paralisada após o episódio de injúria racial.
Relembre o caso
O episódio aconteceu em 30/11, durante o jogo de volta da semifinal, realizado no Ginásio Módulo Esportivo, em Espumoso. Um torcedor do Guarany chamou o goleiro João Paulo, do Atlântico, de "macaco". Diante da situação, o time de Erechim identificou o agressor e, ao perceber que a segurança do ginásio não tomou medidas imediatas, optou por abandonar a quadra antes do fim da partida. Naquele momento, faltavam 50 segundos para o término do primeiro tempo da prorrogação.
O jogo de ida havia sido vencido pelo Guarany por 5 a 2, e a partida de volta terminou 4 a 1 para o Atlântico no tempo normal. Após o incidente, o Guarany foi multado e perdeu o mando de quadra para a final, enquanto o Atlântico foi inicialmente eliminado da competição. Ambos os clubes recorreram.
Sem previsão para nova audiência
Ainda não há previsão para uma nova data no STJD. Entretanto, a Liga Gaúcha de Futsal, que organiza a competição, acredita que a audiência poderá ser realizada na próxima semana. Enquanto isso, o Yeesco Futsal, único time garantido na final, aguarda a definição do adversário na disputa pelo título.
O caso gerou grande repercussão no cenário esportivo. Após o episódio, o goleiro João Paulo registrou boletim de ocorrência. O torcedor foi identificado e denunciado por injúria racial, com pena prevista de dois a cinco anos de prisão.





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