Grêmio aponta repasse de R$ 50 milhões da Arena a outras empresas e lista descumprimentos de contrato
- Andrei Nardi

- 11 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Em reunião do Conselho, direção do clube detalhou mais de 30 notificações contra a gestora por problemas como ingressos caros, má qualidade do gramado e falhas de infraestrutura
A direção do Grêmio revelou que a gestora da Arena realizou um repasse de R$ 50 milhões para empresas coligadas em 2023 sem a aprovação do clube, valores que, contratualmente, deveriam ter sido investidos na infraestrutura do estádio. A informação foi apresentada em uma reunião especial na Tribuna do Conselho Deliberativo na noite desta terça-feira, 10 de junho.
O encontro, sugerido pelo presidente do clube, Alberto Guerra, reuniu cerca de 150 pessoas, incluindo conselheiros, executivos e representantes da imprensa. A mesa que conduziu a apresentação foi formada pelo próprio Guerra e pelo vice-presidente Eduardo Magrisso, além do presidente do Conselho Deliberativo, Alexandre Bugin, e do vice-presidente do Conselho, Roger Fischer.
Problemas para o torcedor e ações do clube
A diretoria informou ter enviado mais de 30 notificações judiciais e extrajudiciais à empresa gestora da Arena. O presidente Alberto Guerra enfatizou a firmeza da gestão na questão.
"Já foram mais de 30 notificações judiciais e extrajudiciais contra a empresa gestora da Arena por diversos descumprimentos contratuais, especialmente em questões que impactam diretamente a experiência do torcedor: ingressos com valores elevados, má qualidade do gramado, infiltrações, falhas nos telões e longas filas de acesso ao estádio, entre outras coisas", destacou.
Outra medida estratégica abordada foi a compra, por parte do Grêmio, de um terço da dívida da Arena. A ação tornou o clube um dos credores e permitiu a compensação de um pagamento de aproximadamente R$ 2 milhões que era feito mensalmente à gestora, alterando a dinâmica financeira entre as partes.
Relação conturbada e falta de transparência
O vice-presidente Eduardo Magrisso classificou a relação com a administradora como difícil, afirmando que a empresa não tem atuado como parceira.
"O Grêmio tem direitos que não estão sendo respeitados. A gestora se coloca como vítima, mas não realiza reuniões periódicas do Conselho de Administração, não fornece informações básicas e o tratamento dado aos sócios e torcedores não condiz com o que o Grêmio exige e representa", ressaltou.
Após a apresentação da diretoria, os conselheiros presentes tiveram a oportunidade de fazer perguntas para esclarecer as dúvidas sobre o tema.










