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Governo federal lança Tesouro Reserva com aplicação mínima de R$ 1 e rendimento de 100% da Selic

  • 12 de mai.
  • 3 min de leitura

Título público isento de marcação a mercado permite resgates 24 horas por dia e está disponível na fase inicial para correntistas do Banco do Brasil

O governo federal lançou nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva, novo título público concorrente da poupança e de contas de pagamento digitais. O ativo, oficializado com toque de campainha na B3, exige aplicação mínima de R$ 1, oferece rentabilidade de 100% da taxa Selic (atualmente fixada em 14,50% ao ano) e permite resgate a qualquer momento, incluindo fins de semana e feriados.

Na fase inicial de implementação, o produto financeiro está restrito a 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil. A instituição desenvolveu o sistema operacional em conjunto com a Secretaria do Tesouro Nacional. O acesso integral ao grupo de clientes do banco ocorreu após uma etapa de testes iniciada na última quinta-feira (7). O Ministério da Fazenda comunicou que o título foi estruturado focado em previsibilidade e formação de reserva, sem detalhar o cronograma para a habilitação em outros bancos.

O Tesouro Reserva apresenta três diferenças técnicas em comparação ao Tesouro Selic tradicional: o limite de entrada inferior (R$ 1), o resgate imediato aos fins de semana e a ausência de marcação a mercado. O título não sofre oscilações de preço no curto prazo atreladas a expectativas de juros ou inflação, pagando ao investidor o valor aportado acrescido do rendimento acumulado desde o primeiro dia útil da aplicação.

Cada investidor possui teto de alocação de R$ 500 mil mensais no produto, cujo vencimento nominal é de 10 anos. As movimentações financeiras funcionam sete dias por semana, com período de indisponibilidade sistêmica restrito ao intervalo entre 0h e 1h. Os resgates efetuados são depositados imediatamente na conta do usuário, com suporte a transferências via Pix.

A operação do ativo possui três taxas. O Imposto de Renda segue a tabela regressiva de aplicações de renda fixa (alíquota de 22,5% em saques até 180 dias, até o piso de 15% após dois anos mantidos). O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incide apenas para retiradas realizadas nos primeiros 30 dias. A taxa de custódia recolhida pela B3 é de 0,20% ao ano, sendo appliesenta para montantes investidos de até R$ 10 mil.

O procedimento de investimento exige que o correntista utilize o aplicativo do Banco do Brasil, acesse a área de investimentos, selecione o Tesouro Reserva, digite o valor e confirme a operação, com simulações prévias disponíveis no site do Tesouro Direto. O acompanhamento do saldo ocorre via plataforma bancária.

Para a compreensão técnica deste e de outros produtos disponíveis no mercado de investimentos brasileiro, as diretrizes econômicas são divididas nas seguintes frentes conceituais:

  • Renda Fixa: aplicações de regras conhecidas previamente, abrangendo os títulos do Tesouro Direto, Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

  • Renda Variável: ativos sem retorno garantido e sujeitos a oscilação, a exemplo de ações de empresas, criptomoedas e Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs).

  • Tesouro Direto: programa do governo com diferentes indexadores, que incluem o Tesouro Selic, o Tesouro Reserva, o Tesouro IPCA+ (atrelado à inflação), o Tesouro Renda+ (focado em aposentadoria) e o Tesouro Educa+ (planejamento estudantil).

  • Garantias (FGC): O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada que protege investidores de CDBs, LCIs e LCAs contra liquidação de instituições financeiras, cobrindo até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada banco, limitado globalmente a R$ 1 milhão por período de quatro anos.

  • LCI e LCA: títulos bancários isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas e com baixa liquidez (capacidade de resgate). Os recursos são destinados à concessão de crédito para o setor de imóveis ou para o agronegócio (produtores rurais, cooperativas e agroindústrias).

  • Fundos Imobiliários (FIIs): condomínios adquiridos via corretoras no mercado secundário. Dividem-se em Fundos de Tijolo (shoppings, prédios, hospitais, galpões e universidades), Fundos de Papel (Certificados de Recebíveis Imobiliários - CRIs e LCIs) e Fundos de Fundos (FoFs). A remuneração aos cotistas provém de locação, juros ou valorização dos títulos.

  • Perfis e Reservas: uma reserva de emergência pressupõe aplicações de alta liquidez totalizando três meses da renda do poupador. As carteiras são definidas pelo perfil do investidor, classificado em conservador, moderado ou arrojado, conforme a tolerância a riscos.

  • Taxa Selic: referência de juros do país fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) a cada seis semanas. A definição atua como o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central para o controle da inflação no Brasil.

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