Getúlio Vargas registra fechamento de postos de trabalho em abril acompanhando retração do emprego formal no RS
- 31 de mai.
- 3 min de leitura
Comércio lidera as perdas de vagas no município, enquanto o cenário nacional do Novo Caged apresenta desaceleração na abertura de mercados formais
Getúlio Vargas fechou oito postos de trabalho formal em abril, acompanhando o recuo de 1.396 vagas no Rio Grande do Sul (um dos três únicos estados do país com saldo negativo no mês). Conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), gerenciado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o cenário nacional foi positivo com a criação de 85.888 empregos com carteira assinada, embora o indicador de geração aponte desaceleração econômica geral.
O saldo do país representa uma queda de 62,3% em relação a março, quando foram criadas 227.974 vagas, e uma redução de 63,9% na comparação com abril de 2025, que obteve saldo positivo de 238.216 postos de trabalho com ajustes. Este desempenho federal figura como o 2.º pior resultado para meses de abril desde 2020, superando apenas abril daquele mesmo ano, que computou o fechamento de 981.342 vagas devido à pandemia de covid-19.
Em Getúlio Vargas, as 149 admissões efetuadas em abril foram superadas pelos 157 desligamentos, reduzindo o estoque ativo de postos de trabalho para 4.063 vagas formais. Em abril de 2025, o município gerou um saldo positivo de 36 vagas, com 169 contratações frente a 133 demissões, mantendo um estoque ativo de 4.080 vagas na época. No acumulado de janeiro a abril de 2026, a cidade mantém saldo positivo, somando 601 admissões e 579 desligamentos, o que resulta em 22 postos de trabalho gerados no quadrimestre.
O desempenho por ramos de atividade econômica em Getúlio Vargas apresentou os seguintes indicadores em abril:
Serviços: saldo positivo de sete vagas formais (46 admissões e 39 desligamentos), com estoque de 1.362 empregos;
Comércio: saldo negativo de nove postos (41 admissões e 50 desligamentos), com estoque de 1.026 vínculos;
Construção: saldo negativo de três vagas (11 admissões e 14 desligamentos), com estoque de 170 postos;
Indústria: saldo negativo de duas vagas (45 admissões e 47 desligamentos), com estoque de 1.411 empregos;
Agropecuária: saldo negativo de uma vaga (seis admissões e sete desligamentos), com estoque de 94 postos.
Além do RS, apenas Alagoas, que fechou 1.505 vagas, e Rio Grande do Norte, que registrou recuo de 1.396 postos, registraram fechamento de vagas de trabalho. Em contrapartida, 24 estados apresentaram saldo positivo, liderados por São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991).
A divisão do saldo de contratações por regiões geográficas do país apresentou a seguinte distribuição no mês:
Sudeste: abertura de 44.545 vagas;
Nordeste: abertura de 18.714 vagas;
Centro-Oeste: abertura de 10.890 vagas;
Norte: abertura de 6.651 vagas;
Sul: abertura de 4.449 vagas.
Em termos setoriais nacionais, três dos cinco grandes grupamentos de atividades registraram saldos positivos no período:
Serviços: abertura de 69.601 vagas, impulsionada pelo segmento de saúde humana e serviços sociais (+18.150) e pela categoria de transporte, armazenagem e correio (+12.235);
Construção: abertura de 23.525 vagas, puxada por serviços especializados para construção (+8.745) e construção de edifícios (+7.397);
Indústria: abertura de 9.256 vagas, liderada pela fabricação de álcool (+4.522), abate e fabricação de carne (+2.333) e fabricação de automóveis, caminhonetes e utilitários (+1.849);
Agropecuária: fechamento de 8.378 vagas devido ao encerramento da safra de soja e à desmobilização dos cultivos de maçã e laranja;
Comércio: fechamento de 8.114 vagas por conta de fatores sazonais desfavoráveis.
O acumulado nacional do primeiro quadrimestre aponta a abertura de 699.762 empregos formais, patamar que significa queda de 23,4% em relação ao acumulado do mesmo período em 2025, que atingiu 913.827 postos de trabalho com carteira assinada. O estoque nacional de empregos ativos encerrou abril em 47.810.425 trabalhadores, o que representa expansão de 0,18% em comparação com março e elevação de 2,26% ante abril de 2025.
O salário médio real de admissão no país no mês de abril foi de R$ 2.386,56, apontando um incremento de R$ 16,68 ou 0,7% em relação a março, que computou R$ 2.369,88. Na comparação anual com o mês de abril de 2025, o indicador de remuneração apresentou incremento de R$ 42,21, correspondente a uma elevação real de 1,8%.





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